Não sei se o problema é comigo, mas tenho presenciado cada vez mais atitudes mal-educadas no trânsito, em ambientes sociais e em empresas. E com a proliferação de celulares com câmeras, os noticiários de tevê trazem crescentes relatos de desvios de conduta das pessoas como causa de brigas, crimes e outras situações desagradáveis.
Parece que as pessoas começam a achar desnecessário ser bem-educadas. É um erro!
Permita-me dizer: boa educação, fineza e bondade são atributos importantes e imprescindíveis para o caráter de todos, porém, em especial como parte do perfil profissional. Existem benefícios de grande proporção em ser bom e educado. Sempre!
Contam a história de um sargento durão que foi ordenado por seu tenente a informar o soldado Tony que sua mãe falecera. Este sargento, que não era o melhor exemplo de fino trato, convocou seus homens a se apresentar imediatamente próximo ao alojamento e, estando todos em forma, anunciou:
- "Soldado Tony, a sua mãe morreu. Pelotão... dispersar!"
Quando o tenente ouviu o relato do que acontecera, ficou horrorizado, e mandou o sargento participar de um treinamento intensivo numa escola de boas maneiras.
Seis semanas depois, o sargento voltou à ativa e, por ironia do destino, coube a ele novamente a triste missão de informar ao mesmo soldado Tony que agora seu pai falecera.
Ele convocou o pelotão e mudou sua tática, dizendo:
- "Todos aqueles cujos pais estão vivos, deem um passo para trás... exceto o soldado Tony!"
Basicamente, sempre há duas maneiras de se fazer qualquer coisa. Uma, em concordância com as regras da boa educação. Outra: aleatoriamente, ou de qualquer jeito. Meu conselho é: escolha a primeira.
E se você nunca teve oportunidade de conhecer boas regras de comportamento, faça uma pesquise e aprenda. Comece pelo Google. Ao digitar "regras de boa educação no trabalho", por exemplo, o retorno é de 620 milhões de menções. Todas a seu dispor. É um bom suprimento de início, não acha? E como aconselha Clarice Lispector em um de seus fabulosos poemas: "Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade".

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina

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