ABRAHAM SHAPIRO
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de abril de 2014
Abraham Shapiro 
Trabalhar em sociedade seja com amigo, parente, pais ou irmãos é uma condição sui generis na vida. Exige caráter, postura, disciplina em cumprir regras, conduta reta e hábitos de boa educação bem mais elevados do que a maior parte de outras formas de relacionamento interpessoal.
Muita gente pratica dietas para manter a saúde. Outras buscam em academias de ginástica o condicionamento físico ideal para chegar à boa forma com que sonham para si.
Surpreende, no entanto, constatar que pouquíssimos homens e mulheres numa sociedade buscam treinamento para otimizar a relação com o sócio. Até porque há um mundo de práticas a conhecer para que se tenha sucesso neste modelo de negócios. E ninguém as detém por herança genética. Exatamente por isso devia ocorrer o oposto do que se vê nos arranjos societários da base de um sem número de empresas deste país.
Tomemos, por exemplo, a predisposição em julgar positivamente as ações e as palavras do sócio. Aí está algo nada fácil e nem simples. E se houver agregados que participam direta ou indiretamente do processo, a situação se agrava ainda mais.
Suponha que, ao ouvir as considerações de meu sócio sobre determinado assunto, eu o repute como mal intencionado. Desse instante em diante nada do que ele disser terá poder de me demover desta crença pois ele já está sumariamente julgado, diga o que disser.
Se, por outro lado, eu tiver a tendência livre de ser imparcial independentemente das experiências anteriores vividas com ele , será possível ouvir suas ideias e refletir a respeito com discernimento e lógica. Calcule as infinitas e poderosas oportunidades que se escondem por trás deste novo cenário, desenhado diretamente pelo modo como eu decidi entrar neste diálogo.
Como se consegue isto? Com aprendizagem e exercícios constantes.
Sem a necessária dose de esforço, nem esta e nenhuma outra competência pessoal se farão presentes no meu relacionamento com o sócio e também com a esposa, e com os filhos, e com funcionários, fornecedores etc.
Você tem um sócio? Pare por alguns segundos e pense como estas considerações se aplicam ao seu caso. E depois responda, por favor: "Você está disposto a desenvolver em si as características que lhe faltam em favor da sua sociedade?" Se sim, procure ajuda para que tudo vá bem. Existem ótimos livros na praça e excelentes profissionais especializados a seu dispor. Apenas tome consciência de que nada acontecerá se você não tiver atitude.
Abraham Shapiro é consultor e coach


