Imagine-se parado no último andar do edifício Empire State, em Nova York, quando um homem abre a janela e diz:

- "Vou saltar!"

Você grita:

- "Pare! Não faça isto!"

E ele responde:

- "Se tentar me segurar, levo você comigo!"

Aí você diz:

- "Ok ... mas talvez você tenha alguma mensagem a ser deixada a alguém!"

Ele para por um instante, e diz:

- "Você parece inteligente. Vou lhe dar 15 minutos para tentar me dissuadir de pular. Mas primeiro deixe-me contar meus problemas para que entenda a minha situação".

Por horas você escuta horríveis tragédias e infortúnios. Coisas que você nunca ouviu antes e que lhe fazem chorar inconsolavelmente.

Então, ele se volta a você e diz:

- "Sou um desgraçado. Por que seguir vivendo?"

E agora? O que dizer? Você arrisca uma inspiração:

- "Amigo. Suponha que além de todos os seus problemas, você também fosse cego. Isto o tornaria mais ou menos coitado?"

Ele responde:

- "Seria bem pior!"

Você prossegue:

- "Ainda assim você pularia?"

- "Eu acho que sim!", ele responde.

Você insiste:

- "Imagine agora que um milagre acontecesse. Você começa a enxergar! Vê as pessoas, o sol, as nuvens, os pássaros no céu! Você pularia agora? Ou esperaria mais uma semana para ver o mundo à sua volta?"

O homem pensa e responde:

- "Eu ficaria pelas redondezas por mais uma semana ou duas, talvez".

- "Mas, e todos aqueles problemas e tragédias?" – você diz.

- "Que me importam os problemas? Eu era cego e agora posso enxergar!"

Interessante! Essa história, que me foi contada por uma pessoa verdadeiramente sábia, mostra que, se um indivíduo realmente aprecia o fato de que consegue enxergar, então todas suas misérias não são mais nada. Por outro lado, se ele acha que tudo o que tem é certo e garantido, nada que conseguir na vida trará felicidade duradoura.

A conclusão? Feliz, rico, realizado é aquele que aprecia o que tem.

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina.

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