ABRAHAM SHAPIRO
Imagine-se parado no último andar do edifício Empire State, em Nova York, quando um homem abre a janela e diz:
- "Vou saltar!"
Você grita:
- "Pare! Não faça isto!"
E ele responde:
- "Se tentar me segurar, levo você comigo!"
Aí você diz:
- "Ok ... mas talvez você tenha alguma mensagem a ser deixada a alguém!"
Ele para por um instante, e diz:
- "Você parece inteligente. Vou lhe dar 15 minutos para tentar me dissuadir de pular. Mas primeiro deixe-me contar meus problemas para que entenda a minha situação".
Por horas você escuta horríveis tragédias e infortúnios. Coisas que você nunca ouviu antes e que lhe fazem chorar inconsolavelmente.
Então, ele se volta a você e diz:
- "Sou um desgraçado. Por que seguir vivendo?"
E agora? O que dizer? Você arrisca uma inspiração:
- "Amigo. Suponha que além de todos os seus problemas, você também fosse cego. Isto o tornaria mais ou menos coitado?"
Ele responde:
- "Seria bem pior!"
Você prossegue:
- "Ainda assim você pularia?"
- "Eu acho que sim!", ele responde.
Você insiste:
- "Imagine agora que um milagre acontecesse. Você começa a enxergar! Vê as pessoas, o sol, as nuvens, os pássaros no céu! Você pularia agora? Ou esperaria mais uma semana para ver o mundo à sua volta?"
O homem pensa e responde:
- "Eu ficaria pelas redondezas por mais uma semana ou duas, talvez".
- "Mas, e todos aqueles problemas e tragédias?" você diz.
- "Que me importam os problemas? Eu era cego e agora posso enxergar!"
Interessante! Essa história, que me foi contada por uma pessoa verdadeiramente sábia, mostra que, se um indivíduo realmente aprecia o fato de que consegue enxergar, então todas suas misérias não são mais nada. Por outro lado, se ele acha que tudo o que tem é certo e garantido, nada que conseguir na vida trará felicidade duradoura.
A conclusão? Feliz, rico, realizado é aquele que aprecia o que tem.
Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina.





