Você acha mesmo que foi o seu psicólogo que fracassou por você ter voltado a fumar depois de três meses de abstinência? Acha que o culpado pelo fracasso da sua vida familiar é o seu marido ou esposa? Ou que a sua carreira profissional não progride por causa do seu chefe egoísta?
Chegou a hora de pensar melhor sobre tudo isso.
Primeiro, ninguém tem o poder de programar o outro para que mude. As pessoas só mudam se elas mesmas quiserem.
Segundo, qualquer mudança que façamos em nosso modo de ser por ação ou sugestão de alguém será temporária e inconsistente, causará estresse, quando não depressão e danos parecidos. Porém, quando assumimos a responsabilidade, então, sim, mudamos de fato.
Uma mudança verdadeira em determinada área é aquilo que ocorre quando alteramos as sensações que associamos à experiência desta área em nosso sistema nervoso. Enquanto o cigarro lhe der prazer, você irá procurá-lo. Só quando ligar este pseudo-prazer com a sua morte é que começarão a existir em você as condições ideais para uma mudança duradoura e forte em relação ao vício. Antes disso, fumar pode significar até algo reforçador, como charme, machismo ou ‘‘o detalhe de feminilidade’’ que faltava após todos os acessórios, roupa de grife e cosméticos empregados.
Você, que detesta ler um livro, que não suporta assistir a um curso ou palestra. A menos que enxergue o prejuízo que essa postura causa à sua vida profissional e cultural, seu desempenho pessoal e profissional continuará a ser, no máximo, mediano. E nada mais.
Mudar é o processo mais difícil da vida. Só a nossa própria mente pode fazer de nós as pessoas que devemos e necessitamos ser.
Além de tudo, somos limitados. Não somos aqueles ‘‘deuses’’ que enxergamos quando olhamos no espelho.
Senão através de um plano sequencial e frequente - isento de autossuficiência e prepotência - não teremos sucesso algum em nenhum dos projetos de desenvolvimento que desejarmos trazer para dentro da nossa vida. E a reponsabilidade disso será nossa. Sempre nossa. E de ninguém mais.

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