O big data
  Semana passada, atendi o Centro de Tecnologia do Itaú-Unibanco. Falei ao pessoal de Tecnologia de Informação sobre Gestão do Conhecimento - uma área de interesse crescente em empresas de todos os tamanhos.
  O Itaú é pioneiro no país no emprego da informação e da tecnologia na busca pela excelência organizacional e de serviços de ponta ao cliente.
  Uma das minhas abordagens foi sobre o novo modelo de administração de dados, chamado Big Data. Através dele é possível medir - e saber - muito mais sobre o negócio, e além disso converter tal conhecimento em decisões e resultados diretamente melhores.
  Um bom exemplo é o varejo. Pense numa livraria física. Seu pessoal de vendas tem como saber quais livros vendem e quais não vendem. Se tiverem um programa de fidelidade, dá para saber até que cliente compra esse ou aquele livro. Só isso!
  Imagine agora uma livraria virtual. O que é possível saber sobre os clientes que compram pela Internet? Ela pode monitorar não só o público que compra, mas também quais outros itens checa; como navega no site; até onde é influenciado por promoções e resenhas, pela forma como as páginas estão organizadas, semelhanças entre indivíduos e grupos, e mais, muito mais.
  Esta livraria virtual criou algoritmos para prever que livro um certo cliente gostaria de ler em seguida. O incrível é que estes algoritmos vão melhorando cada vez que o cliente aceita ou ignora uma recomendação.
  Mas você deve estar pensando: ‘‘O que farei se não posso ter um sistema desse tipo?’’ Bem, você tem um par de olhos, um par de ouvidos e funcionários que falam com clientes o tempo todo. Colecione informações destas fontes. Registre-as em um caderno. Depois, analise cada uma. Veja o que é possível aproveitar. Clientes podem gerar ideias inovadoras para a empresa. Podem dar dicas sobre mudanças e adaptações a produtos e serviços.
  Conheça o seu cliente. Saiba o que ele quer e do que gosta. Confie nele! Será a chave para um nível muito mais elevado de sucesso para os seus negócios e para você.

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