Medo da moita
Pai e filho caminham no campo quando o garoto agarra-se à mão do pai.
- ‘‘O que há, meu filho?’’ - o pai pergunta.
- ‘‘Tenho medo daquela moita’’ - diz o menino. ‘‘Ela se mexeu!’’
O pai, então diz:
- Não se preocupe antes de saber o que a fez mexer. Pode ser uma cobra, um vento forte ou um coelho. O fato de ela mexer ainda não representa perigo a você, filho. Veja primeiro, e se certifique depois. Em vez de ficar com medo, pense em como agir. Isto é mais prático.
  Toda preocupação é uma forma de auto-humilhação. Por quê? O contrário de ‘‘preocupar-se’’ é ‘‘ser confiante’’: confiança em si mesmo, confiança na força Divina, confiança na supremacia do bem e da justiça. Enfim, confiança, é um estado genuíno de dignidade, pois concorda com a potencialidade humana.
  O homem é um ser rico de potenciais fantásticos e valores intrínsecos. Quanto mais ele os explora e aperfeiçoa, mais se desenvolve como ser humano e torna-se mais competente em suas habilidades.
  ‘‘Preocupação’’ é palavra de origem latina, e significa: ‘‘ser o primeiro a ocupar, preceder, fazer com antecipação’’.
  A questão é: qual a utilidade de antecipar sofrimentos sobre uma situação que ainda não se definiu? Para quê preocupar-se? Isto é paralisante. Não será melhor agir dentro das possibilidades? E caso nada seja possível, não será mais inteligente esperar que o melhor aconteça? Isto é digno!
  Preocupar-se é uma forma de se entregar ao problema ou à dúvida.
  A preocupação faz qualquer pessoa cair de joelhos pelo pavor do mal. Após isto, ela se entregará aos seus sentimentos negativos em vez de incrementar sua confiança. Sua opção será deixar-se alimentar com dor, tristeza e pensamentos irreais.
  Confiar, portanto, é levantar os olhos e permanecer na altitude que sua visão alcançou.

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