Paradigma é uma palavra grega. Seu significado? Qualquer padrão de atitude ou pensamento ao qual as pessoas se submetem, e que pode produzir resultados bons ou maus. É isso!
  Mas os paradigmas acabaram se tornando um paradigma. Curioso. É que o uso massivo e ignóbil desta palavra criou uma confusão no entendimento de muita gente a ponto de se acreditar que qualquer paradigma deva ser quebrado. E não é verdade.
  Pensamentos ou atitudes viciadas - que produzem situações indesejáveis ou inúteis - são os paradigmas que precisam, sim, ser demolidos. Mas como tudo tem dois lados, existem os paradigmas bons. E estes devem ser construídos e mantidos.
  Quem nos lembra disso é um grupo de estudiosos de um instituto italiano de pesquisas que após 21 anos na Europa abriu sua primeira filial no Brasil. É o Future Concept Lab, ou Laboratório de Conceitos Futuros.
  Eles descobriram que ‘‘tendências’’ são passageiras e duram, no máximo, cinco anos. Já um paradigma pode quebrar regras pré-estabelecidas, influenciar a vida e os hábitos de gerações, chegando a durar em média 20 anos. Vale mais um bom paradigma do que uma poderosa tendência.
  Um exemplo. É um paradigma achar que fast food é sinônimo de comida não saudável. Isto pode não ser verdade e deve ser modificado, já que é possível encontrar comida rápida de excelente qualidade e valor alimentar.
  Já sustentabilidade é uma tendência atual. Por isso, a sociedade pode - e deve - abandonar a simples moda passageira e torná-la um paradigma. Como? Em vez de se produzir apenas produtos sustentáveis, é preciso expandir o conceito para todo o processo ou cadeia de sua produção.
  Esta é a importância de se construir modelos de ação e pensamento sólidos.
  Um ambiente corporativo que prospera terá suas pessoas se dedicando à construção de bons paradigmas e não à mera importação de tendências passageiras. É assim que se produz valor e perenidade.

Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina.

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