ABRAHAM SHAPIRO
A gandula que entrou
para a história
Na semana passada, uma notícia chamou a atenção de todos por tratar-se de uma prática pelo menos inusitada. Com uma reposição de bola a velocidade impressionante, uma simples gandula acabou dando uma ajuda para um jogador de futebol que, aproveitando-se da atitude ágil, articulou o primeiro gol de seu time e acabou definindo um campeonato estadual.
Em todos os lugares a conversa era: Até gandula está marcando gol!.
Se fizermos uma análise veremos neste episódio uma moral importante para a vida e para o trabalho.
Assim como o segredo da vida se resume a um comando básico e simples de: não pare de respirar, o que mais se necessita para obter qualquer bom resultado é: tome uma atitude, faça a contecer, ponha fogo na lenha, aja, faça alguma coisa... Estas expressões se contrapõem à conservadora e clássica tendência natural das pessoas acomodadas, a saber: cruzar os braços, esperar acontecer, aguardar até que alguém faça algo etc.
Qualquer negócio depende do trabalho conjugado e harmônico de várias pessoas em suas equipes, e destas equipes com outras que formam, no todo, a organização em si. A consciência do conjunto - ou pensamento sistêmico - de que a minha rapidez em prestar o serviço de que os demais necessitam para fazer o trabalho deles é, inequivocamente, a medida decisiva para que os objetivos da organização sejam alcançados constitui-se a grande carência das empresas, em geral. Esta é, exatamente, a grande lição que aprendemos dquela jovem gandula que tornou-se - por que não? - a protagonista de um importante gol numa partida de futebol. Ela simplesmente deixou o mundo todo boquiaberto pela eficiência e ligeireza!
Surpreender o cliente! É fabuloso!!! Não só flagrá-lo positivamente no modo de fazer o produto ou o serviço, mas também na data da entrega, na qualidade excedente, na consideração em atender bem, e com foco concentrado de raio laser! Imagine qual não é poder disto fidelizar! Quanto não encanta! Faz qualquer um voltar para novas compras.
Até então, a expectativa de todos era de que um gandula leva, sempre, um tempão para repôr a bola que sai do campo. É isto o que os gandulas ensinaram por décadas. Mas não aquela garota! E graças à atitude surpreendente de agir rápido - sem auxílio de computador, sem i-Pad, sem diploma de curso superior ou MBA - ela ganhou notoriedade e fama, rodou o mundo com um ato contínuo de um ou dois segundos de duração. Um exemplo.
Está aí! Grandes lições são singelas e profundas.... e até mesmo uma simples gandula pode ensiná-las para quem quer, de fato, aprender!
Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina.





