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Atualizado em 20/02/2011, 23:00

ABRAHAM SHAPIRO

PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de fevereiro de 2011


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O importante continua sendo a atitude ditada pela máxima: ‘Quem poupa tem!’


Muitas crianças têm ou já tiveram um cofre em formato de porquinho. Qual a razão de ser um porco, e não um gato ou cachorro - animais domésticos em quase todas as culturas atuais e antigas? Por que seriam os porcos mais indicados para poupar o dinheiro cujo significado profundo é ''a energia do trabalho quantificada''?
Será que por serem maiores e mais gordos? Com certeza não, pois o elefante seria, por este atributo, a solução mais correta.
Uma das explicações mais difundidas é que na Inglaterra medieval as pessoas utilizavam ânforas e jarros em suas cozinhas feitos de um tipo especial de argila chamada, em inglês, de 'pygg'. Era nesses vasos que costumavam guardar o dinheiro que poupavam no dia a dia. Com o tempo, o som de pygg tornou-se idêntico a pig, que significa porco, e estes recipientes tornaram-se conhecidos por pygg banks, ou 'bancos pygg'. Não tardou para que um perspicaz empreendedor tivesse a ideia de criar um pygg bank em forma de porco - ideia que se estendeu ao mundo graças ao amplo domínio colonialista britânico.
Outra história conta que a invenção do cofre porquinho é atribuída a um engenheiro militar francês do século XVII, que também era criador de suínos. Ele teria calculado que, em dez anos, uma porca pode produzir milhões de filhotes. Concluiu daí que este animal representaria bem a ideia figurativa de economizar dinheiro e multiplicar riqueza.
No entanto, não podemos ignorar o fato de que os primeiros banqueiros da Europa capitalista foram Judeus. A religião Judaica proíbe a ingestão da carne de animais que possuam o casco fendido e não ruminem, entre os quais o porco é um célebre representante. Os vários governos do velho continente, interessados em perseguir e exterminar este povo, induziam suas populações ao ódio gratuito. Um dos itens empregados nesta ideologia de maldade foi o cofre em formato de porco. Foi assim na Alemanha dos anos que precederam à II Guerra Mundial. Os seguidores de Hitler atribuíam a culpa da péssima economia alemã da época aos judeus que, segundo eles, concentravam todas as suas riquezas. O uso do porquinho como cofre teve lugar de honra nesta cultura que investiu, além de tudo, também na intenção supersticiosa de afastar os judeus do dinheiro alemão.
O cofre porquinho clássico é representado na cor rosa e feito em argila. Mas todas as outras cores já são também comuns. Antigamente, quando cheio, devia ser quebrado para, então, revelar a pequena fortuna que as crianças aprendiam a acumular ao longo de semanas e meses. Hoje, as variadas versões vêm com uma tampa removível, fazendo-o reutilizável.
Tornou-se popular, e é lindo. Cofre que se preze, tem que ser porquinho. O mais importante e louvável, no entanto, continua sendo a atitude ditada pela antiga máxima: ''Quem poupa tem!''