ABRAHAM SHAPIRO - O método cobra para empresas
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de março de 2012
Abraham Shapiro 
O preparador físico Nuno Cobra foi mentor e treinador de Ayrton Sena e criou um método de desenvolvimento pessoal que, mesmo não sendo auto ajuda voltada para empresários, tornou-se uma fonte de idéias e inspirações de sucesso entre executivos e pessoas que almejam uma posição de comando.
Qual não foi a minha surpresa quando, esta semana, num voo Londrina-S.Paulo, um amigo fez menção a um dos princípios do Método Cobra aplicado ao mundo corporativo. Este querido amigo é o Sylvio Carvalho, um consultor, especialista em shoppings centers, além de executivo com um currículo invejável.
Entre as regras daquele método, dormir bem é apontado como a base de uma vida realmente equilibrada e sadia. Nuno Cobra diz que ''sem todas as horas possíveis de sono normal ninguém se torna atleta''. O Sylvio relaciona este quesito do sono à saúde financeira da empresa. Ele diz: ''Sem saúde financeira e contábil, empresa alguma consegue por em prática conceitos de gestão ou de marketing. Eles serão uma ilusão''.
Segundo ele, algumas perguntas devem ser feitas para se conhecer e encarar a realidade de qualquer organização. ''As contas fecham? Como anda a contabilidade? E o fluxo de caixa? Tem capital de giro? As áreas operacionais, como produção e vendas, estão sustentáveis? Alcançam suas metas? As informações são confiáveis? Qual o caráter das pessoas que as geram? São pessoas verdadeiras e leais? Ou serão manipuladoras e mentirosas, do tipo que criam boas histórias para justificar falhas?''
Outras reflexões de valor nesta análise dizem respeito aos líderes. Segundo o Sylvio: quem faz bem certas coisas, tende a fazer bem tudo o mais. O contrário também é válido. ''Gente é a base de qualquer negócio'', ele diz. ''Base de existência. Base de manutenção, de desenvolvimento e de prosperidade real. Por isso, saiba com quem você está lidando antes de avaliar informações e dados. Quem não é confiável em revelar a realidade, não é digno de ter responsabilidade alguma nas mãos".
E a análise do Sylvio termina com uma visão bastante intrigante: ''Se assim não for'', ele teoriza... ''a empresa dependerá de tribunais e de bancos em proporções proibitivas. E isto, todo mundo sabe, se não for o fim, certamente é o começo dele!''


