Cuidar da saúde quando já se está doente ou conter as despesas depois que as finanças chegaram ao vermelho são exemplos de como são os reativos – pessoas que só agem depois que os problemas surgem.
Os outros são os proativos. Eles resolvem o problema quando ainda em estado latente, antes de começarem os estragos.
Pessoas proativas têm visão mais ampla sobre os eventos.
Não quero chover no molhado. A questão que importa aqui é: qual destes dois modos é o seu padrão de procedimento? Reativo ou proativo?
Um número imenso de gestores é reativo, lamentavelmente. Muitos deles têm curso superior, pós-graduação e MBA. Mas, terá adiantado algo estudar?
Conheci uma empresa de móveis com sérios e recorrentes problemas de pontualidade na entrega. A razão era não ter uma administração mínima de estoque de matéria-prima e insumos. Estava sob altíssimo risco frente ao mercado, gerando constante insatisfação nos clientes e oferecendo esta falha como vantagem para a concorrência. A diretora era vaidosa, arrogante e acreditava na força da marca que o pai construíra tempos antes de torná-la sua sucessora. Por isso – e só por isso – ela imaginava que tudo se resolveria por si. É fácil calcular que nada se resolvia e acabava virando prejuízo.
Sabedoria é usar o que se aprende. O mérito real de um dirigente de empresa está no efeito daquilo que ele decide. Gerir uma empresa é missão para corajosos e visionários. Acontece que coragem e visão são atributos que excedem muito, muito, o desejo principiante e amador de ser empresário ou mesmo de ganhar muito dinheiro.

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