Abraham Shapiro - Gerir é muito mais do que fazer o básico
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segunda-feira, 07 de dezembro de 2015
Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes em Londrina 
Cuidar da saúde quando já se está doente ou conter as despesas depois que as finanças chegaram ao vermelho são exemplos de como são os reativos pessoas que só agem depois que os problemas surgem.
Os outros são os proativos. Eles resolvem o problema quando ainda em estado latente, antes de começarem os estragos.
Pessoas proativas têm visão mais ampla sobre os eventos.
Não quero chover no molhado. A questão que importa aqui é: qual destes dois modos é o seu padrão de procedimento? Reativo ou proativo?
Um número imenso de gestores é reativo, lamentavelmente. Muitos deles têm curso superior, pós-graduação e MBA. Mas, terá adiantado algo estudar?
Conheci uma empresa de móveis com sérios e recorrentes problemas de pontualidade na entrega. A razão era não ter uma administração mínima de estoque de matéria-prima e insumos. Estava sob altíssimo risco frente ao mercado, gerando constante insatisfação nos clientes e oferecendo esta falha como vantagem para a concorrência. A diretora era vaidosa, arrogante e acreditava na força da marca que o pai construíra tempos antes de torná-la sua sucessora. Por isso e só por isso ela imaginava que tudo se resolveria por si. É fácil calcular que nada se resolvia e acabava virando prejuízo.
Sabedoria é usar o que se aprende. O mérito real de um dirigente de empresa está no efeito daquilo que ele decide. Gerir uma empresa é missão para corajosos e visionários. Acontece que coragem e visão são atributos que excedem muito, muito, o desejo principiante e amador de ser empresário ou mesmo de ganhar muito dinheiro.


