Es­ta­mos às vés­pe­ras de um No­vo Ano. Pa­ra ­quem vi­ver, o ca­len­dá­rio vai mu­dar no­va­men­te. An­tes que mu­de, fa­ça um ba­lan­ço. Des­ta vez não so­bre quan­tos qui­los vo­cê ema­gre­ceu. Nem so­bre quan­to ­mais ri­co fi­cou. O que vo­cê evo­luiu em 2011? Em ­quais ­áreas pro­gre­diu efe­ti­va­men­te?
  Já pa­rou pa­ra pen­sar? Te­ve tem­po?
  Qual­quer ser hu­ma­no que pa­rar por um ins­tan­te a fim de dar um ­zoom so­bre ­suas ­ações te­rá no­ção cla­ra se de­ve ou não aban­do­nar a con­du­ta que ado­tou até en­tão. As­sim, ele po­de­rá me­lho­rar e pro­gre­dir a ca­da pa­ra­da. Cer­ta­men­te é pe­la fal­ta des­se tem­po e ati­tu­de que nin­guém ­mais se sa­tis­faz com sua por­ção ou con­quis­tas. Tu­do é pou­co! Sem­pre. Por ­mais que con­si­gam coi­sas, o sen­ti­men­to que fi­ca é uma inex­pli­cá­vel an­sie­da­de por al­go que não se sa­be o que é.
  Im­pres­sio­na-me quan­to as pes­soas se ha­bi­tua­ram ao co­ti­dia­no alu­ci­nan­te. Tor­nou-se nor­mal. Mes­mo quan­do ­saem de fé­rias man­têm-se o tem­po to­do en­vol­vi­das com ­seus afa­ze­res de mo­do doen­tio. Che­gam a pon­to de re­tor­na­rem exaus­tas. ‘‘Es­tou ­morto’’, dis­se-me um ami­go ­após ­três se­ma­nas no ex­te­rior. Ele es­te­ve tão em­pe­nha­do em preen­cher seu tem­po com ta­re­fas, que não res­tou bre­cha pa­ra as coi­sas nor­mais de uma via­gem - lu­ga­res no­vos, co­mi­das, cul­tu­ra ge­ral.
  Vo­cê cres­ceu em 2011?
  ­Após es­tas co­lo­ca­ções nu­ma pa­les­tra que mi­nis­trei dia des­ses, uma pes­soa me per­gun­tou:
- Co­mo pos­so sa­ber que es­tou evo­luin­do co­mo ser hu­ma­no?
- É sim­ples - eu res­pon­di. ­Olhe pa­ra os ­seus sen­ti­men­tos. O que sen­te quan­do al­guém lhe cha­ma a aten­ção por uma fa­lha que te­nha co­me­ti­do?
  Ela foi sin­ce­ra ao di­zer:
- Fi­co de­sa­pon­ta­da!
  Eu com­ple­tei:
- Es­te é o si­nal. Quan­to me­nos ne­ga­ti­va­men­te vo­cê rea­gir a is­to, ­mais vo­cê es­ta­rá cres­cen­do. Es­te­ja ­mais re­cep­ti­va às re­preen­sões que re­ce­ber por ­seus er­ros, e ­maior pro­gres­so vo­cê te­rá. Cres­cer é ver a vi­da des­de um no­vo pris­ma, e su­pe­rar as de­fi­ciên­cias. Vo­cê con­se­gue is­to de ­dois mo­dos: por ­meio de re­fle­xões pes­soais, e atra­vés das ad­ver­tên­cias das pes­soas com ­quem con­vi­ve.

Abraham Shapiro é consultor, coach de líderes e escreve às segundas-feiras
na Folha de Londrina. [email protected]

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