Kareen Marjorie da Silva Ratton, 30 anos, formada em administração com ênfase em comércio exterior com MBA em gestão de projetos, vê a importância do networking não apenas no que diz respeito a uma recolocação profissional. Ela considera, em termos gerais, que o networking pode ser o grande diferencial de um profissional, e mesmo de uma empresa.
Sua atividade atual se deve ao networking que tinha na época em que era sócia de uma escola de idiomas e lecionava alemão aos funcionários da Hannover Fairs do Brasil, multinacional alemã que promove feiras e eventos de negócios.
''Os alunos me indicaram para a vaga, que a princípio recusei. Um ano depois me procuraram novamente e aceitei o desafio'', conta ela. Há quatro anos Kareen passou a ser empresária e, mesmo assim, continua prestando serviços para a empresa como gerente de projetos. ''Trabalho com a promoção comercial de empresas brasileiras em feiras no exterior, principalmente na Alemanha, e com estudos de viabilidade de feiras consolidadas no mercado externo para que sejam lançadas no Brasil'' , afirma.
A principal lição que ela tira dessas e de outras experiências é que nem sempre a quantidade de contatos enriquece um networking, mas a qualidade desses contatos pode fazer toda a diferença. ''Aos invés de ter muitos contatos que nem sempre me conhecem bem, prefiro ter poucos contatos que conhecem minha trajetória, qualidades, e associem uma vaga a meu perfil. Eu tinha experiência de seis anos no exterior, falava inglês e alemão e meus contatos sabiam disso'', pondera.
Networking de qualidade para ela, é a pessoa associar qualidades e experiências a você. ''Por estima ninguém faz qualquer indicação no mercado de trabalho atual'', conclui.(K.A.)

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