A pessoa idosa quer atenção
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de agosto de 2011
Kalinka Amorim <br> <br> Reportagem Local 
A expectativa de vida do brasileiro teve uma elevação significativa nos últimos anos. Saltou de 30 anos, em 1900, para 73,2 anos, em 2009, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a melhora da qualidade de vida e das inovações médicas, a tendência é que essa previsão aumente. Até 2050, conforme o estudo Revisão 2008, da Projeção da População do Brasil, a estimativa de vida do brasileiro pode chegar aos 81,29 anos. Ainda segundo dados do IBGE, estima-se que a população idosa do Brasil em 2025, ultrapasse 32 milhões de pessoas, deixando o País na 6 posição no ranking de países com maior população de idosos em termos absolutos. Em Londrina 13% da população, atualmente, tem idade acima de 60 anos.
Com isso abre-se um nicho de mercado promissor para todos os setores profissionais que resolverem se voltar para essa área. Algumas profissões surgem, como a de cuidador de idosos e a de personal care, outras se adaptam, a exemplo dos fisioterapeutas e educadores físicos que já veêm os resultados de atuarem no cuidado de idosos. Outras, conforme apurou a FOLHA, ainda não despertaram para esse mercado que em breve estará em ebulição.
O envelhecimento, segundo a secretária do Idoso do município de Londrina, Liz Clara Ribeiro de Campos, vai exigir uma mudança geral na sociedade. ''Todos os setores profissionais terão que se adaptar, não só o da saúde'', afirma, alegando que esse é um setor que já atende essa população. ''Os hotéis terão que se adaptar na questão da acessibilidade, logo os engenheiros, arquitetos terão que executar as obras conforme as necessidades desse público'', exemplifica.
Ainda conforme Liz Clara, o cardápio dos hotéis e de toda cadeia gastronômica deve sofrer alterações e preparar refeições específicas, com isso, outro ramo profissional com boas perspectivas é o de nutricionistas e nutrólogos. ''Os setores de estética, tratamentos alternativos da medicina que proporcionam melhor qualidade de vida também. Os exercícios para esse público precisam ser diferentes e os profissionais devem estar focados para o atendimento ao idoso'', complementa.
Anos atrás, segundo a secretária, quando se pensava em terceira idade uma das primeiras coisas que vinha à mente era a ideia de que essas pessoas não estavam mais aptas para o mercado profissional e atividades como o artesanato, bingos e chás seriam as únicas que podiam fazer. Mas até essa realidade terá que ser repensada. ''O idoso tem muita experiência de vida e profissional acumulada e pode ser aproveitado em muitas funções. Até isso vai influenciar o mercado de trabalho'', diz. ''Algumas empresas já têm diversificado seu quadro de funcionários com pessoas mais maduras'', reitera.


