'A pessoa certa para o lugar certo'

Pedro Henrique Gonçalves Alves, 18, é um dos cinco aprendizes PCD contratados pelo Grupo Plaenge, em Londrina. A tetraplegia decorrente de um acidente na infância não foi obstáculo para ele desempenhar serviços na área de segurança do trabalho.
Sem o movimento das mãos, ele utiliza um "track ball", instrumento personalizado que funciona como um mouse e é acionado pelo queixo. "É muito bom sair de casa, estudar, trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro", aponta.
A empresa reúne atualmente 17 pessoas com deficiência, além dos cinco contratados dentro do Programa de Aprendizagem. A analista de recrutamento e seleção do Grupo Plaenge, Marimilia Dalpizzol Soler, conta que a chegada desses aprendizes exigiu um trabalho de sensibilização dos líderes.
"Quando o Pedro veio para a equipe, a proposta foi passar algo de real importância de ser executado, incluindo-o na estratégia do negócio. Ele demonstrou ser capaz durante a seleção e a ideia agora é desenvolvê-lo", ressalta Marimilia, destacando o papel do RH no trabalho de inclusão. "Como todo processo seletivo, o foco é encontrar a pessoa certa para o lugar certo."
Pedro mora em Jataizinho e vem a Londrina com a ajuda do avô Antônio Francisco Gonçalves, que se revela um grande apoiador do neto. "É importante ele sair de casa, ter um trabalho e novos colegas. E para mim não é cansativo, pelo contrário, é um orgulho. Faço com muito prazer", conta.
Para o procurador do MPT-PR, Marcelo Adriano da Silva, a pessoa com deficiência no ambiente de trabalho é um fator motivacional para outros empregados. "Você está lado a lado de pessoas que estão buscando dignidade e superando limitações que todo ser humano possui. Ter um ambiente de trabalho inclusivo é agregar valor, mas ainda há muitas barreiras a serem rompidas por parte dos empregadores, da sociedade em geral e da própria família que muitas vezes acabam segregando essas pessoas", conclui. (M.O.)





