A força do associativismo
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
"A união faz a força". É se apegando a esse ditado popular que muitos profissionais têm se organizado para se fortalecer no mercado. Em busca de melhores resultados, negociações mais vantajosas e outros benefícios, colegas da mesma profissão estão se aliando para ampliar as perspectivas de crescimento.
Esse conceito de negócio chamado de associativismo se tornou conhecido, sobretudo, quando supermercados de menor porte começaram a se unir para realizar compras conjuntas, visando ganhar descontos junto a fornecedores e, assim, praticarem preços mais competitivos. Nos últimos anos, o modelo de aliança passou a ser adotado também por profissionais liberais.
Em Londrina, o Sebrae tem apoiado alguns grupos do gênero e fomentado discussões referentes ao tema (leia mais nesta página). "Quando um grupo pequeno se une para negociar com fornecedores consegue fazer negócios melhores. Outra vantagem é a troca de experiências que acontece dentro do grupo, além das possibilidades de aprimoramento e até ampliação das atividades dentro do mesmo campo de atuação", comenta o consultor Ricardo Magno da Silva.
Silva alerta, porém, que nem tudo são "flores" no mundo do associativismo e às vezes é necessário muito jogo de cintura para lidar com algumas situações do mercado. "É comum que, para conseguirem lucrar, os fornecedores negociem com o grupo e tentem fechar acordo com um dos membros, dizendo que podem fazer 'algo' melhor, se o profissional conseguir convencer o grupo a aceitar determinada proposta. Isso é um risco e precisa ser bem administrado pelo grupo", enfatiza.
Ter com clareza os motivos que tornam necessária a formação de uma "rede" por meio do associativismo e selecionar como membros, profissionais de confiança, que também enxerguem na união algo benéfico são algumas das recomendações do especialista que devem ser tomadas no momento de formação do grupo. "A confiança no associativismo é a base da relação. Se os membros do grupo não confiarem um no outro a chance de algo dar errado no meio do caminho é muito grande", frisa.
Silva ainda aponta como fundamental a elaboração de um plano de gestão que leve em conta não as necessidades individuais, mas as coletivas. "Apesar de atuarem na mesma área, cada profissional tem uma necessidade. O grupo deve realizar reuniões, avaliar os pontos discutidos, levantar as necessidades do coletivo e se planejar para solucioná-las", diz.
De acordo com o consultor, ainda que existam dificuldades, as vantagens do associativismo acabam sendo compensadoras, o que faz do conceito uma tendência interessante do mercado. "Além de negociar produtos mais baratos, o grupo pode fechar treinamentos e capacitações. No mercado atual isso faz muita diferença".
Para formar uma central, rede ou núcleo de negócios, os empresários recebem consultoria do Sebrae nas etapas de estruturação, sensibilização pró-cultura associativa e elaboração de um plano de trabalho que pretende fortalecer a atuação integrada e aumentar a competitividade das empresas participantes.
A consultoria para o estabelecimento da parceria entre as empresas pressupõe atividades, como reuniões, encontros com grupos menores, atividades de campo, estabelecimento de indicadores de desempenho, entre outros.
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