Quem já viveu a vida ativa de um militar no passado, hoje coleciona histórias. O coronel da Reserva, Carlos Fernando Laffranchi é um exemplo. Foram ao todo 33 anos de serviço prestado ao Exército, até assumir sua atual condição em 2000. ''Por ser da reserva não preciso mais ficar indo ao quartel todos os dias, mas em caso de um conflito armado, se o exército precisar, posso ser convocado'', explica.
Entre os grandes desafios de seu trabalho, ele elenca o número de mudanças territoriais que precisou fazer por causa do serviço, o que exigia muita colaboração da família. Há ainda os riscos a que o militar é exposto em caso de conflito.
Apesar de todos os enfrentamentos, Laffranchi procura tirar lições positivas de tudo o que passou. ''Por causa da viagens, o militar adquire uma vivência que poucos têm. E difícil para a família, porque precisam abrir mão do convívio com ciclos de amizades que cultivou durante alguns anos e começar tudo de novo em outro lugar
Uma das coisas que trás recordações a Laffranchi é que durante muito tempo teve que conviver com o fato de pertencer ao exército em tempos de ditadura e também de discoteca. ''Tive que aguentar algumas gozações de amigos, porque eles estavam usando cabelos compridos naturais da época e eu precisava andar com o meu sempre comportado'', lembra.
Mesmo depois de tanto tempo e alguns riscos servindo, o coronel garante ''não há nenhum arrependimento'' e projeta na carreira militar uma maneira dos jovens crescerem não só profissionalmente, mas como cidadãos. (V.F.)

mockup