Em 1989, foi feita uma das mais interessantes pesquisas com um grupo de formandos de um programa de MBA da Universidade Harvard. Consistia na seguinte pergunta: "Você estabeleceu metas claras, por escrito, para o seu futuro... e fez planos sobre como concretizá-las?"
Verificou-se que apenas 3% dos formandos tinham escrito seus planos e metas. Outros 13% também tinham metas, mas não escritas. Mas a surpresa foram os 84% dos alunos que não tinham qualquer meta específica, a não ser terminar o curso e curtir o verão em viagens à praia ou ao campo. Esses 84% diziam que só pensariam no que fazer depois das férias.
Dez anos se passaram. Em 1999, os pesquisadores voltaram a entrevistar aquelas mesmas pessoas. Constataram que os 13% que tinham metas não escritas estavam ganhando, em média, o dobro dos 84% dos estudantes que não tinham meta nenhuma.
Mas o que intrigou os pesquisadores foi constatar que os 3% de formandos que tinham metas claras e haviam escrito suas metas ao deixarem o curso na universidade, estavam ganhando, em média, dez vezes mais que os outros 97% juntos.
A única diferença entre os três grupos não era a inteligência e nem o aproveitamento do curso que faziam na universidade, mas ter as metas claras bem estabelecidas para si mesmos ao se formarem.
O que sabemos sobre metas? Uma meta não tem nada a ver com desejos. Desejos são sonhos, imagens que, muitas vezes, nos parecem até nítidas, mas não se estruturam sobre perguntas básicas do tipo: ‘como serão alcançados?’, ‘por que?’, ‘quando?’, etc.
Já uma meta é algo claro. A meta é objetiva e específica. Você conseguirá descrevê-la rápida e facilmente pra qualquer outra pessoa. E tem mais um ponto. Uma meta, qualquer uma, sempre pode ser medida... E você é capaz de saber se a alcançou ou não.

mockup