ZPA de Maringá deve ampliar os benefícios
ZPA de Maringá deve ampliar os benefícios
Marcos Zanatta
De Maringá
O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), estuda a ampliação dos benefícios da Zona de Processamento Aduaneiro (ZPA). Uma nova versão da ZPA, explica o presidente do Codem, Carlos Walter Martins Pedro, vai tentar otimizar a atração de empresas para Maringá.
Martins ressaltou que o projeto ainda está em estudos, mas adianta que a intenção é agilizar a aprovação, que é feita pelo governo do Estado. A ZPA, que já permitiu a instalação de 19 empresas em Maringá, garante benefícios no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Apenas 20% do tributo é recolhido à vista. A empresa beneficiada tem prazo de até dois anos para pagar os 80% restantes.
Ontem mais uma empresa que terá os benefícios da ZPA assinou o compromisso de instalar uma unidade em Maringá. A Ecofruit Importação e Exportação vai investir R$ 761 mil e gerar mais 41 empregos diretos.
As 18 empresas que já estão instaladas em Maringá, através da ZPA, estão investindo R$ 159,5 milhões e devem gerar mais de 2 mil empregos. Quando todas estiverem em plena capacidade de operação, no máximo em seis meses, o faturamento global vai alcançar R$ 1,5 milhão ao ano, gerando R$ 180 milhões em ICMS no mesmo período. No total, as empresas vão proporcionar um aumento de 96,7% no índice de participação do município no ICMS.
Na mesma solenidade de instalação da Ecofruit, ontem, outras três empresas assinaram protocolo de intenções para a compra de terrenos na área industrial de Maringá. Juntas vão gerar 46 empregos. O secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura, Miguel Fuentes Salas, revelou ainda que outras 110 empresas estão inscritas para a aquisição de áreas industriais. Todas as empresas estão recebendo benefícios do município, mesmo as que não fazem parte da ZPA.
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB), disse que apesar de alguns setores alegarem que o incentivo às indústrias deveriam ser destinados à educação e saúde, não existe arrependimento. A cada um real investido em indústria garantimos um retorno maior que destinar R$ 1 milhão para a assistência social, afirmou.





