O empresário José Eduardo de Andrade Vieira foi quem implantou o zoneamento agrícola, em março de 1996, quando ministro da Agricultura. Ao ser entrevistado ontem sobre a ampliação dos prazos de plantio, além das datas fixadas pelo zoneamento agroclimático, ele condenou a medida.
O zoneamento agrícola foi implantado com base em estudos científicos e vários anos de observação do comportamento da natureza. Portanto - observou -, não adianta fugir da época tecnicamente ideal. ‘‘É plantar trigo e colher Proagro’’ -disse -, referindo-se aos seguros agrícolas. Quando as lavouras não estão cobertas por seguro, pior ainda.
Embora a seca deste ano seja atípica afetando também os plantios feitos dentro do prazo, o que se observa é que semeaduras próximas ao limite, ou além dele (prorrogação), têm sido as mais prejudicadas.
Assim, em anos atípicos, entre plantar (expondo a lavoura a adversidades climáticas e onerando o produtor e a sociedade), e não plantar (risco zero), é preferível a segunda hipótese. Com a chance de se fazer a recuperação do solo, com adubação verde e outras práticas.

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