Zoneamento ajuda na produção de biodiesel
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Da Redação 
A partir de 1º de julho entrará em vigor a obrigatoriedade da adição de 3% de biodiesel ao óleo diesel comercializado no Brasil, a mistura conhecida como B3. A obrigatoriedade passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano, em percentual de 2% de biodiesel.
De acordo com o coordenador de Agroenergia, da Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Frederique Rosa e Abreu, atualmente, 90% da matéria-prima utilizada no biodiesel são provenientes do óleo de soja, os outros 10% vêm do algodão, amendoim, palma de dendê, gergelim, girassol, mamona, canola e sebo ou gordura animal.
Por isso a Secretaria de Política Agrícola vem fazendo o zoneamento agrícola de risco climático das oleaginosas destinadas ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). As oleaginosas contempladas são algodão, amendoim, canola, dendê, gergelim, girassol, mamona e soja.
Os zoneamentos estão sendo divulgados pelo Departamento de Gestão de Risco Rural em portarias publicadas no Diário Oficial da União à medida que a metodologia de risco seja concluída pela Embrapa e pelas instituições públicas de pesquisa. Desde 1996, já existe o zoneamento para as lavouras de algodão, soja e mamona. Os técnicos têm estudos para ampliar este trabalho para outros estados, como é o caso do algodão em Rondônia; da mamona, que, além da região Nordeste, foi ampliado para todos os Estados do Centro-Sul na safra 2007, futuramente, Pará e Rondônia, e da soja nos estados do Norte, menos Tocantins, já concluído.


