Os produtores de Londrina querem que a futura Guarda Municipal, que é a promessa de vários candidatos a prefeito, atue também na zona rural, como forma de reduzir os índices de violência que vêm se registrando no campo nos últimos anos. O pedido foi feito pelo presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Cláudio Espiga, e pelo presidente do Sindicato Rural Patronal, Narciso Pissinatti, que reuniram a imprensa ontem à tarde na sede do sindicato para divulgar um documento conjunto.
As duas entidades sugerem que a Guarda Municipal seja montada em cinco pontos de apoio, com toda estrutura necessária para ''uma rápida comunicação''. Além dos módulos fixos, eles também pedem que haja a segurança móvel ostensiva com que garantam ações preventivas.
Os presidentes das duas entidades não citaram números da violência no campo, mas garantem que ''a situação está insustentável''. Para o presidente do sindicato, a violência na zona rural aumentou de forma significativa depois que a polícia passou a agir de forma mais ostensiva na área urbana.
Embora seja dirigido aos candidatos a prefeito de Londrina, o documento não será entregue pessoalmente a cada um dos candidatos. ''O candidato interessado deverá buscar uma cópia aqui na sede do Sindicato Rural'', disse Pissinatti.
Segundo ele, os proprietários rurais estariam dispostos a ajudar na infra-estrutura caso a Guarda Municipal realmente venha a ser criada.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança afirmou que a extensão da Guarda Municipal ao campo ''dependerá apenas da vontade política do próximo prefeito''. Para funcionar de forma adequada, opina, a guarda precisará de pelo menos 600 pessoas.
Além da Guarda Municipal, o documento conjunto divulgado pelas duas entidades reinvidica também a melhoria e a sinalização das estradas rurais.

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