Zona Norte cresce em ritmo acelerado
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quarta-feira, 02 de abril de 2008
Maria Lívia Malzoni<br>Especial para a Folha 
A Zona Norte de Londrina é uma das regiões que mais cresceram na cidade nos últimos quatro anos. Com aproximadamente 150 mil habitantes - cerca de 30% da propulação londrinense - a região vem ganhando investimentos na área do comércio e melhorias na infra-estrutura. A construção de shoppings e supermercados e a ampliação de lojas já existentes geram novos empregos e transformam o comércio da região entre os mais diversificados.
Entre os empreendimentos está o Planet Shopping - um centro de compras urbano aberto, que utiliza o conceito ''open mall'' - que será inaugurado em até três meses. Além de trazer para a população várias redes de lojas já conhecidas no País, como Americanas e Suzuki, o local também contará com uma grande área de lazer e alimentação. Segundo o responsável pela divulgação do projeto, Paulo Isper, o empreendimento tem à frente um grupo de empresários do Norte do Paraná.
Com 7 mil metros quadrados de área construída e lojas com modulagem mínina de 12 metros quadrados, o Planet Shopping oferecerá 200 empregos na fase de construção e 500 vagas diretas quando estiver em funcionamento. A assessora do empreendimento, Maura Victorelli, conta que o shopping tem como estratégia a interligação com o Super Muffato. Segundo ela, ''o supermercado da rede que mais vende por metro quadrado''.
Considerado o maior supermercado da Zona Norte, o Super Muffato investirá mais R$ 3 milhões em melhorias e ampliação, conforme o diretor Everton Muffato. ''Nossa empresa foi uma das primeiras a acreditar no desenvolvimento da região, e hoje tem uma resposta muito boa da população'', afirma. O hipermercado promove ações sociais com a comunidade, que surpreende nos resultados em campanhas como a de coleta seletiva de lixo, arrecadação de roupas e alimentos para os mais necessitados e a coleta de óleo de cozinha usado.
O Grupo Catuaí, por sua vez, investirá fortemente na construção de um shopping que terá 30 mil metros quadrados, com 183 lojas e um hipermercado. As obras começam em 60 dias e a previsão para inauguração do complexo é novembro de 2009. O Londrina Norte Shopping vai gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos e 4 mil indiretos, com previsão de um fluxo mensal de 500 mil pessoas. O terreno de 150 mil metros quadrados contará com 1,5 mil vagas de estacionamento e terá 41 mil metros quadrados de área construída.
Para o diretor-presidente do Grupo Catuaí, Alfredo Khouri, os investimentos foram orientados por pesquisas de mercado, que indicaram espaço para mais um shopping. ''Vamos atender melhor a população local, pensando na satisfação dos consumidores'', afirma. Riachuelo, Marisa, Burger King, Ri Happy, Farmácias Vale Verde já confirmaram presença no local e existem três redes de hipermercados que demonstram interesse em investir no shopping, que atenderá os 200 mil moradores da Zona Norte, outros bairros e municípios vizinhos.
Um diferencial do Londrina Norte será o uso racional da água, com coleta de água de chuva e tratamento da água dos sanitários e reciclagem do lixo. ''Além disso, o projeto utiliza a iluminação natural de modo a permitir uma redução no consumo de ar condicionado, gerando economia de energia elétrica e preservando o meio ambiente'', explica o arquiteto Carlos Domingues.
Os investimentos na Zona Norte também partem dos próprios moradores, que contribuíram para o desenvolvimento local ao longo dos anos e hoje colhem os frutos desse crescimento. A família de Suzana Defende, por exemplo, aposta, desde 1991, no comércio da região. ''No começo, tivemos muitas dificuldades, mas desde os últimos quatro anos as coisas começaram a mudar'', revela Suzana Defende, empresária do ramo agropecuário. Suzana e a família têm três lojas na região, e empregam diretamente 30 funcionários, que moram e utilizam o comércio local.
Segundo Suzana, a Zona Norte não dispõe de um comércio variado, mas o que existe hoje supre as necessidades básicas da população. ''Os maiores problemas enfrentados ainda são a segurança pública e os serviços de saúde. Para ter acesso a atendimentos médicos, mesmo com convênio, é necessário deslocar-se para o centro'', diz.


