Attila Seren/AFPBloco forteO presidente da França, Jacques Chirac, em Bruxelas: chefes de Estado e governo da UE aprovaram o início da união econômica e monetária em 1º de janeiro de 1999A zona euro ou Euro 11, que inclui os onze países classificados para a adoção da moeda euro, representa uma potência econômica e comerical de primeira ordem, segundo as últimas estatísticas publicadas pelo Eurostat, o departamento Europeu de Estatísticas.
Em um informe publicado por ocasião da reunião de cúpula européia sobre o lançamento do euro, o Eurostat revela que a zona euro possui a maior parte das reservas mundiais de ouro e divisas (20,6% do total), contra 13,8% do Japão e 4,1% dos Estados Unidos.
No plano do comércio internacional, a zona euro é incontestavelmente a campeã do mundo, com a maior proporção das exportações mundiais (20%), à frente dos Estados Unidos (16%) e Japão (7%).
A zona euro se beneficia também de um confortável excedente comercial, de cerca de 90 bilhões de ecus (cerca de 100 bilhões de dólares), enquanto que os Estados Unidos são deficitários, pois suas importações são maiores que suas exportações.
Em compensação, a zona euro, apesar de estar mais povoada que os Estados Unidos, é menos rica por habitante: 19.182 euros, contra 27.561 nos Estados Unidos e 22.371 no Japão.
O crescimento na zona euro também é menos forte do que o registrado nos Estados Unidos. Em 1997, o crescimento da zona Euro 11 foi de 2,5%, enquanto que o dos Estados Unidos aumentou 3,8%. Ao contrário, o crescimento japonês perdeu impulso no ano passado (+0,9%).
Por outro lado, a zona euro é uma região menos contaminada pelo gás carbônico do que os Estados Unidos, já que as emissões por pessoa são quase três vezes mais elevadas nos Estados Unidos (19.869 kg por habitante, contra 8.017 na zona euro).
Por último, menos pessoas trabalham na zona euro do que nos Estados Unidos: a taxa de emprego para as pessoas com idades compreendidas entre 15 e 64 anos é de apenas 58,1% na zona euro contra 72,9% nos Estados Unidos e 69,5% no Japão.
Esta diferença se explica principalmente pelo peso do desemprego (11,7% na zona euro contra 4,7% nos Estados Unidos e 3,5% no Japão), mas também por uma aposentadoria mais cedo na zona Euro 11 do que nos Estados Unidos.
A moeda única foi batizada na cúpula de Madri, em dezembro de 1995: optou-se finalmente pelo nome euro e não ecu, como se pensou no início.
EUAO presidente norte-americano, Bill Clinton, saudou ontem o nascimento do euro e os onze países que participam da moeda única européia. ‘‘Os Estados Unidos apóiam há muito tempo a integração européia’’, declarou o chefe de Estado em um comunicado difundido em Palo Alto, Califórnia, onde passava o final de semana visitando a filha, Chelsea.
‘‘Admiramos a determinação demonstrada pela Europa para avançar rumo à convergência econômica. Uma Europa forte e estável com mercados abertos e um crescimento sustentado é positivo para a América e para o mundo’’, continuou o texto. ‘‘Uma união econômica e monetária que contribua para uma Europa dinâmica faz parte, claramente, de nossos interesses’’, concluiu o comunicado presidencial.

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