ZF argentina pode tirar o Paraguai do Mercosul
Agência Estado
De Assunção
Guillermo Caballero Vargas, ministro paraguaio da Indústria e Comércio, disse ontem que seu país pode sair do Mercosul se a Argentina criar uma zona franca na fronteira com o Paraguai. É hipócrita defender os interesses do bloco nos fóruns internacionais e aqui cada um se encarregar de arrebentar a economia do vizinho, desabafou Caballero Vargas.
A Argentina quer converter a cidade de Clorinda (província de Formosa), fronteira com o Paraguai, em zona de livre comércio. É como se o Paraguai fosse criar uma zona franca dentro de Buenos Aires, comparou o ministro. Clorinda fica a 25 quilômetros de Assunção. Se permitirmos que nossa economia se deteriore ainda mais transformando-a em campo de ninguém estaremos diante de uma desintegração total da economia, raciocinou o ministro. E acrescentou: Em situações desta natureza o Mercosul vira um problema e não uma solução.
A Câmara de Importadores do Paraguai pediu oficialmente ao ministro Caballero Vargas que, se a zona franca de Clorinda for criada, o país abra licitação para instalar zonas francas em todas as cidades fronteiriças com o Brasil e Argentina. Seria a forma de combatermos o ataque a nossa economia, disse Max Haber, presidente da associação de importadores. O governo paraguaio deve levar o problema à próxima reunião do Grupo Mercado Comum (GMC) que deve acontecer na semana que vem em Montevidéu.
PiratariaOs representantes do setor de transporte marítimo do Mercosul, reunidos na semana passada em Montevidéu, não conseguiram chegar a um consenso sobre o aluguel indiscriminado de bandeiras por parte de alguns de seus membros para empresas internacionais de fora do bloco regional. O aluguel de bandeira está, segundo o diretor executivo do Sindicato Nacional dos Armadores (Syndarma), Cláudio Decourt, prejudicando as companhias instaladas no Mercosul. Paraguai e Uruguai habitualmente alugam suas bandeiras para empresas de outros países, que assim são beneficiadas por custos menores na operação de cargas dentro do Mercosul. Há oito anos tentamos fechar um acordo para acabar com esse problema, disse Decourt.





