Arquivo FolhaSem sobressaltosZedillo: ‘‘Esforço principal é manter ambiente de estabilidade’’O presidente mexicano Ernesto Zedillo disse que 1,155 milhão de empregos foram criados desde a crise econômica de 1995, causada pela desvalorização do peso em dezembro de 1994. Durante o lançamento de seu plano econômico para os próximos três anos, anunciado ontem, Zedillo declarou que o número representa cerca da metade dos empregos que foram perdidos em consequência da crise. O presidente mexicano afirmou repetidamente que vai tentar promover ‘‘crescimento econômico com aparência humana’’ no país em seus três últimos anos de governo.
Zedillo descreveu uma série de metas na área social que o governo pretende alcançar até o ano 2000. O presidente disse que espera levar assistência médica e de saúde para mais 10 milhões de mexicanos das áreas rurais pobres; assegurar que nove entre dez estudantes de escolas públicas sejam graduados; viabilizar a distribuição de água potável para mais 5 milhões de mexicanos residentes em áreas urbanas e para mais 5 milhões nas áreas rurais até o ano 2000; e ainda construir sistemas de drenagem para mais 10 milhões de pessoas.
O presidente mexicano previu ainda a distribuição de eletricidade para 97% da população no final de seu mandato; a construção de 1,3 milhão de novas casas populares e realização de benfeitorias em 2,2 milhões de residências já existentes.
O ministro das Finanças do México, Guillermo Ortiz, disse, durante o lançamento de plano econômico do presidente Ernesto Zedillo para os próximos três anos, que o principal objetivo do governo é assegurar um crescimento anual do PIB de 5%, possibilitando a criação de 1 milhão de novos empregos por ano. O esforço principal do governo, disse Zedillo, ‘‘é manter um ambiente macroeconômico de estabilidade, fortalecer as fontes de financiamento em desenvolvimento e melhorar o uso dos investimentos públicos e privados’’.
Ele disse também que a economia deve crescer 4,5% esse ano, 4,8% em 1998, 5,2% em 1999 e 5,6% no ano 2000. Ele reiterou que a inflação deve ficar em 15% em 1997 e previu queda para 12,5% em 1998. Segundo as previsões do ministro, a inflação deve recuar a 10% em 1999 e a 7,5% no ano 2000. Ortiz disse que o governo vai anunciar nas próximas semanas um novo programa para os bancos de desenvolvimento de crédito para empresas e consumidores.

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