Cesar Augusto Borges, diretor executivo de operações da Xerox do Brasil, diz que quase todo mundo carrega algum produto da empresa na carteira ou no bolso. Eles vão de talões de cheques a documentos como carteiras de motorista e formulários. Eles mostram a presença da indústria que, pelo menos no Brasil, de tão popularizada, virou sinônimo de fotocópia.
  Borges esteve em Londrina, ontem pela manhã, para a inauguração da Digi X Comércio e Representações. Ela será uma das 64 representações autorizadas da Xerox no País, cobrindo a região norte do Paraná. Desde 2001, a multinacional está substituindo o antigo modelo de filiais estaduais pelas representações no mercado brasileiro, seu terceiro maior em todo o mundo, atrás apenas do americano e do japonês.
  Segundo o diretor, a mudança segue um novo modelo de negócios na área de copiadoras e impressoras. ‘‘Agora, temos uma proximidade geográfica maior com os clientes, nossas representações serão a ‘casa xerox’ na região’’, frisa. ‘‘O representante ideal tem origem na localidade, conhece o mercado e o cliente local’’. José Carlos Ferreira, um dos gestores da Digi X, revela que a meta é atingir R$ 500 mil de faturamento ao mês, em venda de equipamentos e serviços e manutenção.
  A nova estruturação dos negócios causou uma redução do quadro de funcionários. Mas, de acordo com o diretor executivo, essa redução não afeta a eficiência da empresa. Ele calcula que, de cada dois funcionários que deixaram as antigas filiais, existem hoje três novas pessoas trabalhando nos representantes regionais. Espera também que a nova hierarquia comercial diminua o tempo de atendimento, imprimindo mais agilidade. ‘‘Antes, o cliente comprava o produto, que vinha de São Paulo, e demorava de 48 a 72 horas para receber. Agora, será diferente’’, afirma.
  Borges não entra em detalhes quanto a números, mas confirma que 2002 foi ruim para a empresa. A Xerox, segundo ele, só conseguiu ‘‘dar a virada’’ no final do ano. Mas a meta é dobrar as vendas em 2003. E também apostar numa forte campanha de substituição dos antigos equipamentos analógicos da empresa, que está se prontificando a desembolsar até R$ 4 mil para recomprar as antiquadas máquinas de alguns clientes.
  O intento é trocá-las pelos novos modelos, ao mesmo tempo impressoras, copiadoras e aparelhos de fac-simile. ‘‘Como se diz na empresa, as máquinas Xerox não podem mais ter um cabo só’’, frisa o diretor. ‘‘Não podem ser mais só impressora ou copiadora, desempenham todas as tarefas ao mesmo tempo’’. A empresa também deixou de lado os equipamentos de menor porte, na faixa entre R$ 150,00 e R$ 500,00, para centrar fogo nas máquinas de porte comerciais, a partir de R$ 1,6 mil, até equipamentos de escala industrial, que podem chegar a cifras milionárias de comercialização. ‘‘Equipamentos de uso doméstico, como pequenas impressoras, dão pouca margem de lucro e têm vida útil muito pequena para o modo de operação da Xerox’’, explica Borges.

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