WorldCom consegue US$ 2 bi para continuar funcionando
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segunda-feira, 22 de julho de 2002
Agência Estado 
Nova York - A WorldCom, controladora da Embratel, conseguiu ontem que a Justiça aprovasse seu pedido de empréstimo de US$ 2 bilhões para continuar operando. No domingo, a segunda maior operadora americana de longa distância entrou com o pedido da maior concordata da história dos Estados Unidos.
O Departamento de Justiça dos EUA solicitou a um juiz federal a indicação de um investigador independente para o caso da WorldCom. O agente -encarregado de investigar a quebra da companhia por má administração, irregularidades e fraude - teria o poder de intimar testemunhas na investigação.
Para o secretário de Justiça dos EUA, John Ashcroft, um investigador independente iria melhorar a confiança pública. ''Essa ação proporcionará transparência ao processo e aumentará a responsabilidade. Isso deverá aumentar a confiança pública na condução do caso e ajudar a preservar o valor e proteger credores e acionistas, incluindo pequenos credores e aqueles cujos fundos de pensão estavam investidos na WorldCom.''
Segundo um porta-voz da Casa Branca, o presidente americano George W. Bush disse que está ''muito apreensivo'' com o impacto da concordata da WorldCom sobre trabalhadores, investidores e a economia, e pediu que o Congresso combata a conduta empresarial antiética.
No mês passado, a WorldCom revelou ter contabilizado US$ 3,85 bilhões em despesas de maneira irregular, inflando seus lucros. A empresa, que tem US$ 107 bilhões em ativos e US$ 41 bilhões em dívidas, informou ontem que provavelmente não divulgará seus resultados trimestrais naquinta-feira, como era previsto. O diretor-presidente da WorldCom, John Sidgmore, afirmou que a concordata não afeta as operações internacionais.
O pedido de concordata da WorldCom não surpreendeu os analistas. Na opinião de Patrick Foulis, do banco UBS Warburg, há somente dois cenários para o futuro da WorldCom. ''O primeiro seria a empresa fechar totalmente, implicando que todo o processo de falência seria decidido na Justiça. O segundo seria a compra dos ativos da WorldCom por outras empresas ou investidores. Acho a segunda opção mais provável'', explicou Foulis.


