Wolfensohn deve deixar presidência do Banco Mundial
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segunda-feira, 03 de janeiro de 2005
Agência Estado 
São Paulo O presidente do Banco Mundial (Bird), James Wolfensohn, disse em entrevista à rede americana ABC que deseja renunciar ao cargo este ano. Wolfensohn está à frente do banco há uma década.
O atual mandato de Wolfensohn acaba em junho. O Banco Mundial, cuja sede está em Washington, é tradicionalmente presidido por cidadãos americanos. No entanto, Wolfensohn deixou aberta a possibilidade se manter no posto caso os acionistas considerem necessário. ''Se houver necessidade, farei aquilo que os acionistas quiserem''.
Wolfensohn, de 71 anos, indicou em outubro que decidiria entre duas opções: postular um novo mandato de 5 anos ou seguir o conselho de sua família e se retirar do cargo. Após a reeleição do presidente George W. Bush, a dúvida sobre um terceiro mandato de Wolfensohn crescia devido às relações tensas entre ele e a equipe do presidente.
Wolfensohn, que fez fortuna nas finanças antes de dirigir o Bird, foi posto no cargo em 1995 pelo democrata Bill Clinton. Durante seus dois mandatos, a política econômica do Banco Mundial encampou a luta contra a corrupção e motivou, junto ao FMI, a redução da dívida externa dos países mais pobres do mundo.


