Werlang sugere revisar meta de inflação
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domingo, 22 de dezembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O futuro governo deverá revisar para cima a atual meta de inflação de 2003, na opinião do ex-diretor do Banco Central e economista do banco Itaú, Sérgio Werlang.
Segundo ele, a atual meta de 4% (que pode variar 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo) deveria ser elevada para algo entre 8% e 9%. O BC deve definir a nova meta nas primeiras semanas de janeiro.
Na revisão do acordo, feita na semana passada entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo, a meta de inflação do Brasil com o Fundo foi revisada para um teto de 9,5% no ano que vem, já levando em conta a variação para cima de 2,5 pontos percentuais. Esse teto de 9,5% é o percentual acumulado em 12 meses até o mês de setembro, quando ocorre uma nova revisão do acordo.
Ele também afirmou que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deveria elevar a meta de superávit primário (economia de recursos para pagar juros da dívida) da atual de 3,75% para algo entre 4,5% e 5% em 2003.
Isso, segundo ele, daria um choque de credibilidade melhorando a percepção sobre a economia brasileira.
Com relação à intenção do futuro presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de manter inalterada a atual diretoria da instituição, Werlang afirmou ser uma ''boa'' decisão.
''O presidente (Meirelles) vai poder conhecer as pessoas, estudá-las, ver quem tem afinidade com seu método de trabalho e, então, decidir de forma definitiva'', disse.
Antes do anúncio oficial do nome de Meirelles, Werlang foi um dos economistas cogitados pelo mercado financeiro para assumir o cargo.


