Depois de mergulhar cerca de 178 pontos na abertura do pregão e ver o Índice Dow Jones abaixo dos 7 mil pontos, a Bolsa de Nova York voltou a subir fortemente ontem e recuperou uma parte da perda de mais de mais de 7% sofrida segunda-feira. O índice fechou em alta de 4,7%, com um volume recorde - acima de 1 bilhão de ações.
A surpreendente reação do mercado americano ocorreu na esteira de novas baixas nas bolsas asiáticas e européias e reforçou a aposta dos analistas e operadores que viram no crash da segunda-feira a correção que muitos já vinham anunciando há semanas como inevitável, necessária e até salutar depois do mais longo ciclo de alta da Bolsa de Nova York - um período de seis anos e 301 dias durante o qual o Dow Jones valorizou-se 241%. No jargão de Wall Street define-se uma correção como uma queda de 10% a partir do pico da bolsa.
A calma já havia retornado quando o presidente Bill Clinton procurou tranquilizar os investidores, durante um discurso em Chicago, de manhã. Clinton evitou comentários sobre as oscilações do mercado, mas foi interrompido por aplausos ao lembrar que a economia dos EUA está em seu momento ‘‘mais forte e vibrante em uma geração’’.

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