Wall Street reage, mas o mercado doméstico se retrai
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sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Agência Estado 
As bolsas de valores operaram meio largadas ontem. Como previsto, o ritmo de negócios se desacelerou: a Bovespa girou um total tímido de R$ 349 milhões e fechou em queda de 1,94%. O Recibo de Telebrás PN permaneceu estável, cotado a R$ 85,50. O Ibovespa operou entre a mínima de -6,35% e a máxima de -0,17%. Poucos arriscaram fazer posições maiores na véspera do fim-de-semana. A Bolsa do Rio caiu 2,48%.
A crise no hedge fund norte-americano Long-Term Credit Management, que forçou a intervenção do Federal Reserve, preocupa mas não chega a apavorar. A Bolsa de Nova York deu sinais de revitalização, e o índice Dow Jones encerrou o dia em alta de 26,78 pontos, ou 0,33%, em 8.028,77 pontos. Aparentemente, os investidores se convenceram que os US$ 3,5 bilhões do Fed foram suficientes para isolar o episódio.
A próxima semana será de grande atenção para o mercado. Na terça-feira acontece a reunião do comitê de mercado aberto (Fomc) do Fed. A maioria dos analistas prevê uma queda dos juros básicos da economia norte-americana, em apostas que vão de 0,25 a 0,50 ponto percentual. Surpresa - e com consequente queda das bolsas - será a manutenção dos juros nos atuais níveis.
Também vai ser acompanhada com ansiedade a viagem do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do presidente do Banco Central, Gustavo Franco, a Washington, onde no fim-de-semana terá início a reunião do FMI. A amarração de um pacote de ajuda ao Brasil voltará a ser pauta obrigatória nos dias que antecedem as eleições no Brasil.


