Nova York - Um novo reajuste dos combustíveis no Brasil deverá acontecer em breve, conforme as expectativas de vários analistas em Wall Street. Contudo, mesmo reconhecendo a possibilidade de o Banco Central (BC) vir a elevar os juros, esses analistas ainda mantêm a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a taxa Selic inalterada em 16% até o final do ano.
  Para a diretora-adjunta da área de economia internacional do banco Bear Stearns, Emy Shayo, um novo reajuste de combustíveis pela Petrobras é necessário imediatamente. Nos cálculos dos analistas do Bear Stearns, há atualmente uma defasagem no preço da gasolina em relação ao mercado externo entre 25% a 30%, embora a expectativa do banco é de um reajuste de 10% na refinaria para os combustíveis.
  ‘‘Como a projeção do Banco Central para o reajuste da gasolina é de 9,5% em 2004, e como o último reajuste na bomba foi de 6%, há ainda um espaço dentro das projeções de inflação do BC para acomodar esse eventual novo reajuste por volta de 10% na refinaria, o que equivaleria a um aumento por volta de 5% na bomba. O objetivo não seria zerar de uma vez só essa defasagem em relação aos preços externos, mas diminuir esse diferencial’’, afirmou Emy.
  Na opinião do economista-chefe para América Latina do banco HSBC, Paulo Vieira da Cunha, um novo reajuste dos combustíveis deverá ocorrer em breve, especialmente porque as projeções apontam para um preço do petróleo no mercado internacional acima de US$ 40 o barril nas próximas semanas.

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