Wall Street prevê desgaste
As condições do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o novo acordo com o Brasil, que prevê empréstimo de US$ 15 bilhões, não preocupam os analistas de Wall Street. Mas eles temem o desgaste do governo brasileiro com as discussões para adequar o orçamento às condições do FMI.
O governo terá até 31 deste mês para enviar o orçamento de 2002 para o Congresso e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já aprovada, contempla um superávit primário de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). As novas metas de desempenho que o acordo estabelece serão divulgadas esta semana pelo governo, mas há um consenso no mercado de que o superávit primário em 2002, por exemplo, será elevado para 3,5%.
Os analistas estrangeiros e os economistas locais estão preparados, mas a classe política e a sociedade poderão ter dificuldades em aceitar metas mais duras, disse o economista para o Brasil do banco de investimentos Lehman Brothers, Paulo Vieira da Cunha.





