Nova York - Mesmo se prevalecer o cenário traçado pela maioria dos investidores de guerra curta contra o Iraque, Wall Street permanece bastante pessimista em relação às perspectivas para a economia norte-americana e também mundial. Durante o seminário sobre os efeitos da guerra contra o Iraque sobre a economia, promovido ontem pelo ''Council On Foreign Relations'', três respeitados economistas de bancos de investimentos em Wall Street concordaram que a vulnerabilidade das economias global e dos Estados Unidos é tamanha que a euforia nas bolsas e também no sentimento do consumidor após o fim da guerra será temporária e insuficiente para alimentar uma recuperação mais vigorosa. O temor da volta à recessão é real e iminente.
''Estou cansado de ser pessimista'', disse o economista-chefe do banco Morgan Stanley Dean Witter, Stephen Roach. ''Mas o PIB mundial terá variação negativa neste segundo trimestre. O mundo enfrentará um 'double dip' (dupla recessão)'', acrescentou.
E explicou que a economia mundial está completa e perigosamente dependente e centrada na economia norte-americana. E os EUA têm sérios problemas estruturais para lidar como consequência da bolha dos anos 90, como o crescente déficit de conta corrente, taxas de poupança domésticas em níveis baixos recordes e nível recorde de alta de endividamento do setor privado.

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