Wall-Mart oficializa interesse por Londrina
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quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina e a multinacional Wall-Mart iniciaram ontem a negociação sobre o terreno do antigo 'Colossinho'. Ambos disputam o local que foi decretado área de interesse público em agosto deste ano. ''Há oito anos, procuramos um comprador e, por isso, não temos preferência por ninguém'', resumiu Sebastiana Maria Liz Wawerlg, asssessora imobiliária da Taveri Participações e Serviços Ltda que é proprietária do imóvel.
O Wall-Mart quer construir um hipermercado na cidade e usou o terreno em questão como parâmetro do projeto apresentado ontem. De acordo com Gabriel Ribeiro de Campos, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), seria um prédio de 12 mil metros quadrados que poderia ser construído em qualquer outra região da cidade. ''Eles não restringiram o empreendimento àquele terreno assim como não é descartada a hipótese de outra área para o teatro municipal. Neste caso, eles até garantiram ajudar a prefeitura no que for preciso'', explicou Campos.
Segundo Sebastiana, a multinacional e a Taveri têm um acordo de compra e venda de R$ 6 milhões firmado desde abril. Se a prefeitura não abrir mão do terreno de 14 mil metros quadrados, ela disse que há grandes chances do hipermercado ser construído em Maringá onde a Taveri possui 233 mil metros quadrados na entrada da cidade e outros cinco mil metros quadrados na avenida Brasil.
A expectativa é que o projeto do Wall-Mart crie 400 empregos diretos e 2,5 mil indiretos em Londrina. Por isso, muitas pessoas defendem a construção do teatro em outro local. Em contrapartida, outra corrente teme que a entrada de um 'gigante' do setor prejudique estabelecimentos fixados na cidade há muitos anos. ''Isso não vai acontecer porque eles não são concorrentes'', opinou Sebastiana para quem a instalação de um hipermercado da rede atrairá mais consumidores da região.
Caberá à Codel ouvir os envolvidos no assunto e entregar um parecer ao prefeito. Campos disse que não há prazo para isso, mas Sebastiana adiantou que a Taveri vai esperar apenas 10 dias por uma resposta. Após esse período, os proprietários deverão impetrar um mandado de segurança requerendo a anulação do decreto de utilidade pública. ''Nossa conversa é com o Wall-Mart e o objetivo é defender apenas os interesses do município'', finalizou o presidente da Codel.
O Wall-Mart comunicou através de sua assessoria de imprensa que não se manifestará sobre o assunto.


