São Paulo - O Wal-Mart é conhecido em todo o mundo por sua escala gigantesca. No Brasil, essa imagem está prestes a mudar. Sua prioridade agora é abrir lojas de bairro, de porte médio, para atrair clientes de baixa renda. Maior rede de supermercados do mundo, o Wal-Mart só tem estilo parecido com esse em alguns países da América Central e na China. Será uma mudança importante para a empresa no Brasil.
  A rede americana até contratou um novo executivo para ajudar a executar seu projeto. Hector Nuñez está deixando a Coca-Cola para ocupar o recém-criado cargo de vice-presidente executivo do Wal-Mart no Brasil.
  Hoje, o Wal-Mart tem quatro formatos de lojas no País, incluindo hipermercado, supermercado, atacado e soft discount, enxuta em serviços e de preços mais atrativos. É este modelo de supermercado, mais voltado para vizinhança, que está em teste.
  Os maiores investimentos, porém, estão reservados para as lojas de vizinhança, para consumidores das classes C e D. ‘‘O mercado para classe A no Brasil está praticamente saturado’’, disse Vicente Trius, um espanhol, que há nove anos é presidente do Wal-Mart no Brasil. ‘‘A grande oportunidade está na base da pirâmide.’’
  As lojas de vizinhança do Wal Mart terão, em média, 2,5 mil metros quadrados e vão oferecer entre 3 mil e 7 mil itens.

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