São Paulo - A rede varejista americana Wal-Mart Stores, a maior do mundo no setor, concordou em pagar US$ 11 milhões (R$ 30,1 milhões) para encerrar as investigações federais sobre o emprego de centenas de imigrantes ilegais como zeladores de suas lojas. Outras 12 empresas que prestam serviço de limpeza à Wal-Mart irão pagar US$ 4 milhões (R$ 10,9 milhões) em multas e confessar culpa em crimes de imigração, anunciou ontem o secretário-adjunto do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), Michael Garcia.
Segundo ele, a quantia desembolsada pelo Wal-Mart é a maior já paga em um caso deste gênero e a empresa terá que criar um programa para garantir que suas prestadoras de serviço e ela própria cumpram as leis de imigração.
A porta-voz do Wal-Mart Mona Williams disse que a empresa já está ''pronta para deixar o caso para trás e seguir adiante''. A rede Wal-Mart não irá enfrentar ações criminais, mas, segundo Williams, ''reconhecemos que deveríamos ter garantias melhores de que nossos prestadores de serviço empregam apenas trabalhadores legais. É por isso que concordamos em pagar os US$ 11 milhões''.
Em duas investigações separadas, as autoridades descobriram que 345 imigrantes ilegais trabalhavam como zeladores em lojas da rede. Muitos deles trabalhavam sete dias ou noites por semana sem pagamentos de horas extras ou indenizações por ferimentos no horário de trabalho.
Em 2001, cerca de 100 imigrantes ilegais foram presos em lojas da Wal-Mart. No ano passado, em outubro, agentes federais fizeram batidas em 60 lojas da rede em 21 Estados, ação que resultou em 245 deportações.

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