O presidente da Volkswagen do Brasil, Hebert Demel, afirmou ontem que a montadora terá uma redução das vendas de carros devido ao aumento da taxa de juros no mercado. Os cálculos da empresa apontam uma queda estimada entre 5% e 6%, números que são considerados pouco representantivos para a empresa. A situação só se agravará se os juros se mantiverem altos por mais de seis meses, acredita ele.
‘‘As medidas vão afetar todas as nossas vendas, mas nós não acreditamos que seja por muito tempo’’, disse, otimista, o presidente da Volkswagen do Brasil. Ele estima que em dois meses tudo esteja normalizado. O setor automotivo esperava fechar o ano com uma venda de 2,1 milhões de unidades. A estimativa é vender 50 mil unidades a menos, o que seria irrisório, avalia Demel
Segundo ele, as mudanças na economia brasileira não representam qualquer alteração nos planos de investimento da montadora na fábrica de São José dos Pinhais ou nas outras duas indústrias, que estão em São Carlos (SP) e em Resende (RJ). Também não haverá política de demissão de funcionários.
Uma das alternativas que as montadoras devem adotar para fugir da recessão é a exportação. ‘‘A exportação compensará eventuais quedas no consumo interno’’, afirmou o vice-presidente de Assuntos Corporativos da Volkswagen, Miguel Jorge. Ele garantiu que a produção da montadora continuará normal.

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