Um dia depois de demitir 3.000 funcionários por carta, o presidente da Volkswagen, Herbert Demel, anunciou ontem que vai reabrir negociações com o sindicato dos metalúrgicos do ABC sobre a proposta de flexibilização de 15% da jornada de trabalho da fábrica de São Bernardo, localizada no ABC paulista.
Segundo ele, a reunião deverá acontecer hoje e domingo, antes da greve marcada pelo sindicato para segunda-feira. ''Podemos rever parcialmente as demissões. Mas o volume de demissões que pode ser negociado depende do acordo que tentaremos fechar com o sindicato'', disse.
Apesar das negociações no final de semana, Demel disse acreditar que a greve de segunda-feira será ''inevitável''. ''Estamos nos preparando para esta greve pois já ouvimos falar até em invasão da fábrica'', afirmou Demel.
O presidente da Volks não quis revelar quais medidas de segurança tomou para enfrentar a greve, mas o presidente do Sindicato do Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, disse que a montadora retirou os carros do estoque da fábrica e reforçou o número de seguranças.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou ontem nota à imprensa rebatendo as declarações do Ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, que considerou ''extremamente irresponsável'' a decisão da assembléia dos metalúrgicos da CUT de recusar a proposta de negociação feita pela Volkswagen. ''Não reconhecemos autoridade moral no ministro, dito do trabalho, para questionar uma legítima e democrática decisão dos trabalhadores'', diz o comunicado. De acordo com o documento, a central reconhece e apóia os presidentes dos sindicatos dos metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, e o do de Taubaté, Antonio Eduardo de Oliveira. ''Esses sindicatos de metalúrgicos têm autonomia, frente à central, para negociação de acordo com os interesses e a realidade de suas categorias específicas'', afirma a nota.

Chevrolet A General Motors do Brasil decidiu ampliar para 24 meses a promoção de juro zero nos financiamentos de veículos novos da marca por conta do aumento nas vendas registrado desde o último dia 25, quando teve início a promoção de parcelamentos em até 12 vezes sem juros. A escolha do prazo de financiamento, no entanto, também define o valor da entrada a ser dada pelo comprador. Para os financiamentos em 12 vezes, a GM exige 35% de pagamento à vista. Agora, com o dobro do prazo, o consumidor terá de quitar 65% do valor do carro no ato da compra.

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