A Volkswagen e a Audi assinaram em Brasília adesão da fábrica de São José dos Pinhais (PR) ao regime automotivo. A nova fábrica está em fase de construção. No documento, assinado ontem em reunião com o ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, Audi e Volkswagen se comprometeram a investir US$ 750 milhões para produzir novos modelos.
O presidente da Volkswagen do Brasil, Herbert Demel, anunciou ainda que, além dos modelos Audi-A3 e Golf, a Volks vai produzir o novo Passat em São José dos Pinhais, onde serão criados cerca de 3 mil novos empregos diretos e 8 mil indiretos. A Volkswagen já havia inscrito suas demais fábricas ao regime automotivo. ‘‘Investimentos desse porte só são feitos quando a empresa confia na política e na estabilidade econômica de um País’’, observou.
Durante a assinatura, em cerimônia no Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT), o ministro Dornelles disse que o termo de adesão tem um significado especial porque a Audi vai produzir no Brasil um carro com alta tecnologia de ponta. Também para o ministro, os investimentos da multinacional são mais uma prova da confiança dos investidores estrangeiros no País.
O presidente da Volkswagen no Brasil reforçou as declarações do ministro. Segundo ele, a disposição de instalar uma nova fábrica no Brasil, depois de São Carlos (SP) e Resende (RJ), é mais uma prova da confiança no potencial brasileiro como um dos principais futuros pólos da indústria automobilística no mundo.
A produção da nova fábrica está estimada em 700 carros por dia, sendo 150 do modelo Audi A-3 (destinados ao mercado interno e exportação para a América Latina), 150 Passat e 400 Golf.
A produção do novo Golf começará na metade de 1999 e a do Passat, no final de 1999. Todos os veículos, garantiu Demel, terão alta tecnologia e a mesma qualidade dos produzidos na Europa. Demel não quis falar de preços, mas adiantou que o Audi-A3 deverá custar 30% menos que o importado hoje, que custa em torno de R$ 42 mil.

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