VW centraliza venda de peças no Brasil
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domingo, 12 de julho de 1998
Guto Rocha 
Depósito verticalizado de peças da VW: de São Bernardo do Campo para América do SulA partir de agosto, a Volkswagen do Brasil vai centralizar a distribuição de peças do grupo mundial (Volkswagen, Audi, Seat e Skoda), na América do Sul. Segundo o diretor adjunto de Peças e Acessórios da VW do Brasil, Rodolfo Burgi, até 2002 o grupo irá investir US$ 30 milhões no setor de peças e acessórios, e outros US$ 20 milhões nos próximos cinco anos na implantação do sistema de código de barras.
Esta será a primeira vez que uma montadora de veículos irá centralizar a distribuição de peças fora da Europa. O depósito de peças e acessórios da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, que já é responsável pela distribuição de peças para a América do Sul, passará a distribuir peças produzidas na Alemanha, Espanha e México. Atualmente, a VW conta com um depósito de 121 mil m2 de área coberta, mas com a centralização da distribuição, a companhia passará a ocupar outro depósito de 15 mil m2.
Segundo Burgi, atualmente o depósito de peças da unidade de São Bernardo do Campo abriga 72 mil itens para automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. O depósito abriga desde parafusos até carrocerias completas. Com a ampliação, a unidade passará a guardar cerca de 90 mil itens. Até o final de 1998 a VW terá em estoques US$ 100 milhões, comentou Burgi.
Segundo o executivo, a companhia planeja para o próximo ano a instalação de depósitos regionais, sendo um no Centro-Oeste e outro no Nordeste do País. E com a implantação de código de barras, a Volkswagem quer agilizar o cumprimento dos pedidos feitos pela rede concessionária no continente sul-americano, que passarão a ser feitos on-line pelo Sistema de Informações Volkswagen (Sivolks). Atualmente o índice de atendimento da fábrica para a rede chega a 95%. O mesmo índice da distribuição realizada na Europa.
O depósito de peças da VW de São Bernardo do Campo distribui por mês 600 mil itens, ou, cerca de 9 milhões a 10 milhões de peças entre os seus 867 concessionários no País. O depósito também envia mensalmente uma média de três mil itens para o mercado externo, principalmente Estados Unidos, México, Alemanha e Mercosul.
Frota crescente Mesmo trabalhando com estimativa de 8% na queda das vendas este ano, a Volkswagen aposta em uma reação no próximo ano. O recuo nas vendas em 1998 é reflexo da crise asiática. Mas em 99 a nossa expectativa é de que o mercado tenha um crescimento de 20%, afirma.
O diretor de peças e acessórios da VW observa que a centralização da distribuição de peças na unidade da via Anchieta visa atender o aumento da demanda por peças de reposição em consequência do crescimento da frota de veículos VW em circulação. O diretor diz que nos últimos quatro anos houve um aumento de carros novos da frota da VW circulando no País.
Burgi afirmou que hoje circulam no Brasil 6,245 milhões de automóveis VW, o que significa 45% da frota total do País (cerca de 14 milhões de automóveis). Destes 6,2 milhões, 2,67 milhões de carros têm entre zero e quatro anos de fabricação. Para os próximos dois anos, a expectativa da companhia é de que a frota VW no Brasil atinja 6,7 milhões de autos.
No entanto, Burgi observa que 60% da frota de automóveis VW em circulação são de carros fora de linha. Para garantir o fornecimento de peças para estes carros, a companhia mantém em seu estoque, por no mínimo 10 anos, peças de carros que deixaram de ser fabricados. Mas há no estoque peças de 1973 que servem para modelos 68, diz.


