Votos são insuficientes na Câmara para derrubar lei
Não há votos suficientes na Câmara de Londrina para derrubar a Lei da Muralha. Prova disso é que Roberto Fú (PDT) não coloca em votação seu projeto de lei 161/2011 que a revoga. Mas ontem, diante de tantos discursos contrários à Muralha, a maioria das declarações dos vereadores foi no mesmo sentido.
Dos nove que discursaram na reunião, apenas Ivo de Bassi (PTB) e o novo líder do Executivo, Jairo Tamura (PSB), acompanharam Joel Garcia (PP) na defesa da Muralha. ''Os 1.500 metros de área de venda já são suficientes para novos empreendimentos'', defendeu Bassi. Segundo ele, ninguém está impedido de investir na cidade. ''Nem Wal-Mart, nem Geloni (rede de Santa Catarina). Todos têm seus espaços fora do quadrilátero'', disse.
Mais contido, Tamura reclamou das acusações de que a Câmara estaria a serviço de grupos econômicos ao defender a Muralha. ''Vamos tomar providências quando os vereadores forem ofendidos'', ameaçou.
Roberto Fu disse que em todos os municípios do Paraná onde foram implantadas leis parecidas com a Muralha, elas já foram revogadas. Para ele, o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) já é suficiente para proteger a cidade dos impactos de novos empreendimentos. O tucano Márcio Almeida, também contrário à lei, convocou o Movimento Londrina Competitiva (MLC) para tentar convencer o prefeito Barbosa Neto a desistir da Muralha. ''Porque, se depender dos vereadores, eu tenho certeza que o projeto (448) será aprovado.''
Sebastião dos Metalúrgicos lembrou que ele e Fú, os dois únicos integrantes do partido de Barbosa, o PDT, são contra o projeto.'' Não vejo como manter uma lei que faz a cidade pequena'', ressaltou. O vereador Eloir Valença (PHS) disse que a Muralha só poderia existir no anel central, onde não há mais espaço para grandes empreendimentos. Já o tucano Roberto Kanashiro ficou em cima do muro. Ele cobrou do Executivo a responsabilidade de planejar a cidade, mas não se posicionou nem a favor, nem contra a Muralha. (N.B.)





