A Votorantim Energia estaria se reestruturando para participar com 15% em um novo consórcio que está sendo formado com a Tractebel e a GP Participações para o leilão da Copel. A informação consta em nova edição do Relatório Reservado, de ontem, que circula entre os principais analistas do mercado financeiro.
Caso esse consórcio seja consumado, o governo do Paraná poderá utilizar o mesmo edital, alterando o cronograma de venda, já que os três grupos empresariais estão pré-qualificados pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).
A Votorantim Energia chegou a integrar o consórcio Maromba, junto com a Vale do Rio Doce para comprar a Copel. Mas em função da conjuntura econômica no começo do mês, os grupos desistiram da compra da estatal. De acordo com o Relatório Reservado, a compra da Copel através de consórcio, seria a primeira grande investida da empresa que entra numa nova fase no setor de energia.
Segundo o analista do setor de energia, Marcos Severine, a Tractebel já teria sinalizado que não pretende pagar mais do que 25% a 30% do preço mínimo fixado pela Copel. Portanto, o maior investimento ficaria por conta do GP Investimentos.
Membros do primeiro escalão do governo estadual estão divididos com relação à realização de novo leilão da Copel. Um grupo diz que o edital de venda sai ainda este ano, mas o leilão seria realizado no ano que vem. Já outro grupo acredita que o governador Jaime Lerner não vai conseguir privatizar a Copel.

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