Votorantim pode desistir da Copel
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O grupo Votorantim está aguardando o governo do Paraná retomar o processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) em 2002, para definir se vai participar ou não do pregão. O grupo espera a divulgação das regras do novo leilão para reestudar sua participação. A Votorantim foi uma das empresas pré-qualificadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o leilão. O grupo empresarial se associou à Companhia Vale do Rio Doce para disputar o pregão por meio do consórcio Maromba.
Segundo o ''Jornal do Comércio'', de São Paulo, desta semana, o grupo Votorantim admite que o interesse na compra da Copel diminuiu desde o fim de novembro. Conforme entrevista concedida ao jornal paulista, o diretor da Votorantim Energia, José Said de Brito, disse que as empresas do grupo já estão asseguradas com um nível confortável de geração própria de energia por um prazo de cinco anos. Este equilíbrio energético, como aspirava o grupo, foi conquistado graças à recente participação da Votorantim em quatro projetos de hidrelétricas.
Com isso, reduziu o interesse do grupo na área de geração da Copel, informou Brito.''Sem dúvida, as participações nas hidrelétricas fizeram diminuir um pouco o nosso apetite'', disse. Segundo ele, as participações do Grupo Votorantim nas usinas Salto Pilão (com capacidade de 181 MW), Pedra do Cavalo (160 MW), Pai Querê (292 MW) e Santa Isabel (1.087 MW) cujas concessões foram leiloadas em 30 de novembro passado pela Aneel deverão assegurar um nível de geração própria de 62% das necessidades de energia do grupo. ''Poderemos até parar por aí. Não precisamos ter auto-suficiência'', disse Brito. Segundo ele, oportunidades de ampliação da capacidade de geração própria do grupo poderão ser consideradas desde que compensem bastante em termos de investimento e custo de geração.


