São Paulo O mercado voltou a viver um dia tenso ontem, com a expectativa de dificuldades na votação dos destaques da reforma da Previdência no Congresso e o fiasco do leilão de rolagem de uma dívida cambial pelo Banco Central. O dólar comercial fechou em alta de 1,02%, a R$ 3,053. Nos quatro dias de negócios de agosto, a moeda subiu 2,8%. No ano, acumula queda de 13,8%.
A aprovação do relatório da reforma da Previdência no início da madrugada foi insuficiente para fazer o otimismo voltar ao mercado. O problema é que o texto incluiu, de última hora, sete mudanças, como a elevação do subteto do Judiciário de 75% para 85,5% do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal. A rebeldia de congressistas ligados ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também incomodou os investidores.
''O investidor acordou com a tendência de olhar mais o lado pessimista da tramitação das reformas'', pondera a diretora da corretora AGK, Miriam Tavares. Serviu para piorar os ânimos a expectativa de que a votação dos destaques da reforma não ocorresse ontem, como se previa inicialmente.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em queda de 1,31%. O principal índice do mercado paulista encerrou aos 12.887 pontos, menor nível desde 25 de maio. O volume financeiro da Bolsa atingiu ontem R$ 643,106 milhões, acima da média de julho (R$ 572,6 milhões). Foram 37,5 mil negócios, acima do resultado de anteontem (35,5 mil) e da média do mês passado (33,1 mil).

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