São Paulo A TAM e a Varig iniciam, no dia 10 de março, a primeira ação conjunta após a assinatura do protocolo de entendimentos que poderá resultar na criação de uma holding que unirá as duas maiores companhias aéreas do País. Naquele dia, as duas empresas começam a trabalhar em sistema de code-share (compartilhamento mútuo de assentos) em 113 vôos diários para nove destinos.
Serão incluídos os aeroportos de Congonhas (São Paulo), Santos Dumont (Rio de Janeiro), Porto Alegre, Pampulha (Belo Horizonte), Florianópolis, Curitiba e Vitória. Nos horários de pico, na ponte aérea Rio-São Paulo, entre Congonhas e Santos Dumont, haverá vôos da Varig e da TAM partindo com intervalos de 15 minutos.
As duas empresas informaram que vão manter seus respectivos canais de distribuição, centrais de reservas, balcões de check-in, lojas e salas de embarque. Nas rotas compartilhadas, elas vão utilizar os aviões Airbus A-319 e A-320 (da TAM) e os Boeings 737-300 (da Varig).
As medidas têm por objetivo eliminar a sobreposição de vôos nos aeroportos centrais, enxugando a oferta. Na ponte aérea, haverá 42 vôos compartilhados. Juntas, TAM e Varig têm 70% do mercado doméstico de passageiros.
As duas companhias esperam receber hoje do Departamento de Aviação Civil (DAC) a autorização para operar oito vôos compartilhados entre os aeroportos de Congonhas (SP) e Porto Alegre (RS). Atualmente, elas não possuem nenhum vôo nesse trecho.
Economia - A TAM e a Varig estimam conseguir, juntas, uma economia de quase US$ 80 milhões em um ano com o compartilhamento de 113 vôos diários nos principais aeroportos do País.
Essa previsão foi feita pelo vice-presidente de planejamento da Varig, Alberto Fajerman, considerando a redução de custos obtida pelo grupo quando uniu as operações de suas subsidiárias (Nordeste, Varig e Rio Sul).
''A economia com o compartilhamento com a TAM será um pouco abaixo disso (US$ 80 milhões) devido ao tamanho menor da malha aérea atingida'', disse Fajerman.

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