A farmacêutica Raquel Guedes Chella passou por um susto com a filha Roberta, de 2 anos e meio. Quando a menina era menor, foi com ela até a padaria. Como não a colocou na cadeirinha (certificada pelo Inmetro), a filha bateu a cabeça no banco quando freiou bruscamente. ''Nunca mais sai com ela sem proteção. Esta história que vou ali rapidinho e que nada vai acontecer é uma ilusão perigosa. Mesmo que a criança chore, faça escândalo, não vale à pena se arriscar. Não aconteceu nada com minha filha, mas poderia ter sido grave'', comenta.
O ''vôo'' pelo pára-brisa é o maior risco em caso de colisão. O trânsito mata, por ano, uma média de 2,4 mil crianças e adolescentes de até 14 anos, segundo o Ministério da Saúde. Do total de vítimas fatais desta faixa etária 24% eram ocupantes de veículos. O Detran do Paraná em parceria com o Batalhão de Trânsito realiza blitze educativas constantemente sobre a importância da segurança no transporte. ''Há pais que levam os filhos soltos no banco traseiro ou no colo na frente. Acontece de os passegeiros estarem de cinto e a criança não porque os pais alegam que ela não gosta. Dar um não é um sinal de amor'', ensina Christofer Borges, da coordenadoria de educação do trânsito do Detran/PR. (C.P.)

mockup