São Paulo - A economia aquecida, os investimentos em infraestrutura e o ótimo desempenho da agricultura no Brasil em 2011 foram os principais fatores para que a Volvo apresentasse seus melhores resultados desde sua instalação em Curitiba, no final da década de 1970. Em coletiva de imprensa realizada ontem em São Paulo, a empresa de origem sueca apresentou um balanço do faturamento, participação de mercado e vendas no País e América Latina. O setor de caminhões - que representa 60% das vendas líquidas da Volvo em todo o mundo - teve um incremento de 22% em relação a 2010, atingindo US$ 5,2 bilhões em vendas. Neste seguimento, a marca entregou 25.213 unidades, um incremente de 23% em comparação ao ano anterior.
Sustentado pelos números, foi anunciado que o presidente de vendas e marketing de caminhões do Grupo Volvo na América Latina, Roger Alm, assumiu no início deste ano outras empresas que pertencem à montadora. Agora, todas as ações da UD Truck, Renault Trucks e, a partir de 2014, a Mack Trucks, estarão centralizadas em Alm. Durante a coletiva, a empresa não revelou se tais marcas poderão ser produzidas ou serão comercializadas no País nos próximos anos.
No Brasil, o market share da Volvo no seguimento de caminhões alcançou 17,1%, uma evolução de 4,3% nos últimos quatro anos, atingindo a venda de 19,1 mil unidades no País em 2011. A empresa ainda foi líder de vendas no seguimento de veículos pesados no período. ''Nossos caminhões estão com enorme aceitação no mercado. Nosso desempenho está evoluindo mais rápido que o esperado'', relatou Alm.
Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões da Volvo, comentou que o Brasil continua sendo o terceiro maior mercado de caminhões pesados do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Europa. ''Ficamos com 22% do mercado da América Latina, 22% da América do Norte e 27% do europeu, totalizando 115,3 mil entregas.''
Já no seguimento de ônibus, a montadora também apresentou excelente desempenho. De todo o faturamento mundial (US$ 6 bilhões), 45% foi na América do Norte, Latina e Central, totalizando US$ 2,7 bilhões. ''Tivemos um crescimento de 153%: o dobro do melhor resultado em 30 anos. Das 3.652 unidades vendidas em todo a América Latina, duas mil foram no Brasil'', ressaltou Luis Pimenta, presidente da Volvo Bus da América Latina.
Ele explicou ainda que os resultados poderiam ter sido melhores, pois as vendas ultrapassaram as quatro mil unidades. Entretanto, a empresa só considera o veículo como vendido quando este é entregue ao cliente. ''Não foi possível entregar alguns ônibus devido a um problema de logística no porto. Não havia barcos para enviar nosso produto'', relatou.
A exportação, aliás, também teve um bom desempenho em 2011. Os veículos fabricados no Paraná exportados para América Latina saltaram de duas mil para 4,5 mil unidades: aumento de 120%.
Para 2012, a montadora preferiu não divulgar quais serão seus próximos investimentos. Alm apenas relembrou investimentos já anunciados no ano passado e que estão em desenvolvimento, como a construção do novo centro de distribuição da montadora, que custará por volta de US$ 30 milhões. Em relação a estimativas de crescimento para este ano, existe uma projeção de leve queda no mercado de veículos semipesados e pesados, de 111 mil para 105 mil no País.
* O jornalista viajou a São Paulo a convite da Volvo.

Imagem ilustrativa da imagem Volvo tem melhor desempenho desde que chegou em Curitiba
mockup