A Volvo suspendeu temporariamente os contratos de 407 trabalhadores da fábrica da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) na última quarta-feira. As informações foram confirmadas pela montadora e pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. Essa suspensão, chamada de layoff, valerá por cinco meses, ou seja, até o mês de dezembro. No momento, a empresa opera em um único turno.
A Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) permite o layoff, sistema no qual o trabalhador com contrato suspenso recebe seguro-desemprego do governo por um período de até cinco meses, e a empresa completa o restante do pagamento, para que o funcionário receba o equivalente a seu salário normal. Quando encerrar o layoff, os trabalhadores podem voltar a trabalhar ou serem demitidos pela montadora.
De acordo com dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de janeiro a maio deste ano, a Volvo comercializou 480 ônibus, volume 25,5% menor que no mesmo período do ano passado. Ainda nos cinco primeiros meses do ano, a companhia teve uma queda de 56,6% na venda de caminhões que atingiu 3.546 unidades comercializadas. As informações fazem parte da Carta da Anfavea, publicada mensalmente com dados da indústria automobilística brasileira.
A montadora já tinha passado por uma longa greve de cerca de 2,5 mil trabalhadores que durou quase um mês e terminou em 1º de junho. O principal motivo de descontentamento era o plano da empresa de reduzir a participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 30 mil para R$ 15 mil e, em troca, manter os empregos até o final deste ano. Na época, a empresa dizia que a queda na produção, em função da situação econômica do País, tinha gerado um excedente de funcionários.
No acordo, o PLR foi mantido em R$ 30 mil, desde que atingido o mesmo volume de produção de 2014, com primeira parcela de R$ 8 mil. Empresa e funcionários também acertaram as condições de um plano de demissões voluntárias (PDVs), além de correção salarial pela inflação.

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